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Pão de Açúcar toca quatro frentes em TI verde

O Grupo Pão de Açúcar trabalha conceitos de TI verde em quatro frentes: substituição de PCs por thin clients, troca de etiquetas em papel por eletrônicas, gestão de impressão e tecnologia de logística para gestão da demanda. Os projetos visam ao aumento de eficiência e otimização de recursos e apoia-se em um ciclo para obter retorno sobre o investimento (ROI) de produtos mais “sustentáveis” cada vez mais curto.  

Segundo Alexandre Vasconcellos, CIO da rede varejista, o projeto de substituição de terminais receberá investimentos de R$ 13 milhões até 2013. A contrapartida é uma economia estimada na casa dos R$ 4,5 milhões, por ano, em consumo de energia. “O ROI virá em três anos”, estima o diretor, considerando 10,5 mil estações de trabalho.

A segunda iniciativa contempla etiquetas eletrônicas ligadas no computador da loja, que apresentam os preços de forma on-line nas gôndolas. A companhia espera que, com isso, consiga redução drástica de trabalho manual, divergência de preços e uso de papel. “A operação fica mais limpa e fácil”, ilustra Vasconcellos.

O projeto foi colocado em teste na loja do Shopping Iguatemi, em São Paulo (SP). Agora, será estendido a dois mercados em Brasília (DF). Considerando apenas as três localidades, haverá redução em 600 mil no número de etiquetas impressas anualmente pelo Grupo.

Mais ou menos no mesmo sentido, o Pão de Açúcar estabeleceu um programa de consolidação e estruturação do processo de impressão, em 2005, eliminando máquinas de áreas e individuais e centralizando compras de suprimentos.

De grande porte

O Grupo Pão de Açúcar toca um projeto ambicioso que pode ser enquadrado sob o guardachuva de TI verde intrinsecamente conectado ao core de seu negócio. Desde janeiro de 2009, o departamento de tecnologia trabalha em um sistema que muda o modelo de abastecimento da rede.

“Hoje abastecemos as lojas com base no feeling dos gerentes das unidades. Isso faz com que nosso nível de estoque seja alto, com 36 dias, em média, para girar produtos. A ideia é sair da cultura de abundância para um abastecimento com base na precisão”, detalha Vasconcellos. Para o CIO, a iniciativa pressupõe trabalhar com modelos mais estatísticos.

O Grupo preparou a base sistêmica suportada na ferramenta Oracle Retail para, agora, começar a rodar novos modelos mentais no processo. O projeto inicialmente envolveu 120 pessoas, contempla treinamento de mais de 4,1 mil colaboradores só em 2010 e deve levar mais 18 meses para ser tombado completamente.

A meta é reduzir de 25% a 30% a curva de estoque nos dois primeiros anos. O projeto, segundo o executivo, divide-se em três fases: gestão com previsão de demanda; gestão das centrais de distribuição e transporte e sofisticação para gestão do processo e integração com fornecedores.

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