A repercussão do caso de ataques cibernéticos russos comandados pelo presidente Vladimir Putin para influenciar a eleição norte-americana a favor do candidato eleito Donald Trump deixou a Europa de sobreaviso. Países do continente, onde Alemanha e França realizam eleições neste ano, estão preparando defesas para evitar possíveis ataques russos que influenciem na política.
De acordo com a agência de notícias Reuters, países europeus e a Otan estão criando centros para identificar “notícias falsas”, aumentar defesas cibernéticas e rastrear uso de mídias sociais que têm como alvo comunidades de língua russa, grupos da extrema-direita, partidos políticos, eleitores e pessoas em posição de poder.
A Rússia, por sua vez, nega guerra cibernética e campanhas na internet contra governos de países ocidentais.
Mas autoridades da inteligência alemã dizem que há apoio russo para partidos eurocéticos e anti-imigração na Alemanha e dentro da União Europeia. A chanceler Angela Merkel disse que não poderia descartar interferência russa na eleição deste ano.
O ministro da Defesa da França, Jean-Yves le Drian, seguiu o mesmo tom e disse que não poderia descartar operações da mesma natureza vistas nos EUA.
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