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Os dispositivos vestíveis e o futuro do RH

Os dispositivos vestíveis (‘wearables’, em inglês) são tendência nas feiras e eventos internacionais de tecnologia. De acordo com previsões do Gartner, os dispositivos portáteis devem atingir uma marca de 225 milhões de aparelhos no mundo em 2019. O que representa um aumento de 25,8% em relação a 2018.

Segundo a consultoria, os gastos com ferramentas vestíveis devem chegar a US$ 42 bilhões. Desse total, US$ 16,2 bilhões serão aplicados na compra de relógios, pulseiras, óculos e outros equipamentos inteligentes – tecnologia que já é realidade nos segmentos de saúde e finanças. Além disso, os números expressivos de crescimento denotam movimento semelhante ao que aconteceu com a popularização do mobile há alguns anos. Mas por que o RH deve estar antenado nesse tema?

Com a chegada das novas gerações ao mercado de trabalho e à necessidade de soluções inovadoras para engajar esses talentos, é importante o departamento de recursos humanos estar atento a essas tendências, ainda que a adoção desse tipo de ferramenta não ocorra de imediato.

Por exemplo, nas empresas em que muitos colaboradores trabalham fora do escritório, os dispositivos vestíveis podem ajudar ainda mais as equipes que precisam focar seus esforços em atendimento e visita aos clientes.

Apesar das vantagens, muitos RHs entendem que suas empresas não têm maturidade para esse tipo de solução. Mas, acredito que tudo é uma questão de evolução de processos e de compreender o potencial que a tecnologia pode oferecer para simplificar as atividades do dia a dia.

Recentemente, o mercado brasileiro de gestão de pessoas passou a contar com a primeira solução de autoatendimento para Apple Watch, inédita no País, que possibilita a marcação remota e a consulta dos dados do ponto, bem como a visualização dos recibos de pagamento, funcionalidades já disponíveis no aplicativo para smartphone. A tendência é que as aplicações para a tecnologia wearable aumentem nos próximos anos.

Hoje, ainda existem organizações que realizam os serviços de consulta e atendimento ao colaborador de forma presencial ou por telefone, assim como emitem documentos ainda em papel, o que toma tempo do RH e do colaborador, além de onerar os gastos da empresa. Mas esse é um modelo de atendimento que tende a cair em desuso.

É por todos esses cenários que eu acredito que a tecnologia wearable veio para ficar. Os números nos mostram isso, e, sobretudo, as empresas estão percebendo que ela contribui diretamente para desburocratizar as atividades. Cabe ao RH avaliar seus processos e entender os próximos passos necessários para se tornar uma área moderna e alinhada ao futuro dos negócios.

*Marcello Porto é diretor de Produtos da LG

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