Os sistemas de gestão, para evoluir, não precisarão reinventar a roda. A cruzada para o desenvolvimento destas ferramentas, que hoje fazem parte da espinha dorsal das empresas, já tem um rumo definido, consistente e que certamente irá facilitar a vida dos usuários e ajudar a aumentar a produtividades nos negócios.
O ERP, solução de gestão empresarial, permitirá às empresas entender as tendências dos clientes, dos fornecedores, dos colaboradores, além dos interesses da própria sociedade e dos negócios. Segundo a consultoria IDC, 75% dos negócios digitais serão avaliados por novos índices/métricas, ou seja, 75% do valor de mercado se dará por meio de indicadores de Participação de Plataforma, Valor de Dados e Engajamento do Consumidor. Além disso, 40% das iniciativas de transformação digital utilizarão inteligência artificial, sendo suportados por recursos cognitivos e que, já em 2019, 14,2 bilhões de equipamentos estarão conectados (chegando a 25 bilhões até 2021) produzindo cada vez mais um imenso volume de dados.
Levando em conta este cenário que rapidamente se avizinha, todo o trabalho é para que os sistemas de gestão empresarial se tornem cada vez mais autônomos. No futuro, se resumirão a algoritmos, que atuarão processando dados 24×7, identificando padrões, evitando falhas e fraudes, e se comunicando por imagem, voz e texto, gerando informações estratégicas, definindo metas e tomando decisões.
O ERP atuará como assistente digital dos “usuários”, solicitará dados e recomendará ações. Além disso, gerará e alimentará automaticamente informações dentro de cada contexto, analisando tudo e tomando decisões. Segundo a consultoria Gartner, as pessoas irão usar cada vez menos aplicativos em seus smartphones. Na realidade, os apps estarão esquecidos. As pessoas vão contar com os assistentes virtuais para tudo. Em um futuro próximo, os sistemas de gestão serão self-driving e assistentes digitais como Siri, Alexa e Cortana irão interagir por meio de ferramentas de mercado usuais como Skype, Whatsapp e Facebook.
Sistemas de gestão terão que monitorar os usuários e processos para se ajustar às necessidades de cada empresa. Mesmo assim, ainda precisaremos da intuição e experiência humana para administrar as exceções. Muito em breve, o ERP “sentará” junto conosco na mesa de reunião, tomando decisões e ajudando as organizações a sobreviver à revolução digital. Por que não?
*Robinson Klein é CEO da Cigam
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