A Oracle atualizou sua versão do Linux, na terça-feira (13/03). Agora, o software consegue identificar se está em seu próprio servidor ou sendo executado em uma máquina virtual. O segundo lançamento do kernel Oracle Unbreakable Linux é atento à virtualização.
A empresa não costumava recomendar o uso de seu database em um máquina virtual. Conforme a virtualização invadia o centro de dados, os clientes reclamavam que o suporte técnico relutava em dar assistência a problemas de sistemas virtualizados, somente se pudessem ser replicados fora da máquina virtual.
Hoje as coisas mudaram. Sistemas database geralmente são executados em máquinas virtuais e, como o Linux crescendo rápido na base de clientes Oracle, a empresa quer que eles possam ter acesso a uma plataforma sensível à virtualização.
A ferramenta pode identificar quando é executada em metal ou na máquina virtual, e agir de acordo. A consciência de virtualização, algumas vezes referida como paravirtualização, é boa porque o sistema operacional sabe como usar conexões como – digamos – um dispositivo driver iSCSI que permite que ele ignore uma chamada para o emulador de software de um dispositivo periférico. Ele ainda sabe que o ambiente virtualizado apoiará o driver de dispositivo e faz uso disso. A adaptação reduz a sobrecarga e acelera as operações do sistema de banco de dados.
Antes, servidores de metal e virtualizados exigiriam duas versões separadas do Oracle Linux. Agora, uma única versão faz as duas coisas, sem a necessidade da configuração humana.
Sergio Leunissen, vice-presidente de gerenciamento de produto da Linux e Monica Kumar, diretora sênior de marketing disseram, em uma entrevista, que o kernel Oracle é basedo na versão 3.0.16.
Isso significa, que inclui o sistema de arquivo Btrfs, que permite que um único sistema Linux escale uma ampla variedade de sistemas de armazenamento, contendo até 16 exabytes.
Outro novo recurso com o kernel Release 2 é o Transparent Hugepages, que gerencia memória em duas unidades de 2MB versus 4KB, “diminuindo significativamente a gerenciamento de memória bookkeeping” para aplicativos que precisam de muita memória, afirmou Leunissen.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini
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