Office, sua faixa de opções e a versão 365

Author Photo
10:47 am - 24 de outubro de 2011

E o futuro?

Isto posto, perguntei a Eduardo Campos o que a MS planeja para o futuro do Office. Alguma nova versão no horizonte?

Não. Ou pelo menos, oficialmente não. Segundo Eduardo, embora a MS continue trabalhando no aperfeiçoamento do pacote Office, não há previsão para a data de lançamento de nova versão. Mas esta é apenas a palavra oficial da empresa pois, em minha modesta opinião, com o lançamento de Windows 8 previsto para o final do próximo ano, acredito que a MS fará alguma coisa para adaptar o Office à nova interface de Windows, que será radicalmente diferente.

Por outro lado, embora não pretenda lançar nova versão do Office em prazo curto, o que há de novo nos domínios do Office é o fato do produto, literalmente, ter ido para o espaço. Ou melhor: para a nuvem.

[singlepic id=3263 w=320 h=240 float=]

Pois segundo Eduardo a grande novidade no mundo Office é o Office 365, já lançado em alguns países e cujo lançamento no Brasil está previsto para antes do final deste ano.

A novidade é interessante, o produto é poderoso, mas tem um foco exclusivamente corporativo, portanto não cabe me estender muito sobre ele em uma coluna tradicionalmente voltada para usuários domésticos. Mas como se trata de uma novidade importante, convém mencioná-lo nem que seja superficialmente.

O Office 365 é mais uma tentativa da MS de implementar uma velha ideia: a provisão de “software como serviço”.

A ideia não é nova mas nem todo mundo ouviu falar dela, portanto convém explicar. Trata-se de uma modalidade de comercialização de software na qual, em vez de a empresa comprar o pacote e uma licença para instalar em um número determinado de máquinas, ela paga regularmente pelo uso do produto em função do número de usuários contratados e pelo período do contrato. Simplificadamente seria algo como o “aluguel” de um software.

Na modalidade clássica de “software como serviço” o produto sequer é instalado nas máquinas do cliente. A instalação é feita apenas nos servidores da empresa prestadora do serviço e cada funcionário da empresa contratante autorizado a usar o serviço acessa estes servidores para carregar os necessários arquivos executáveis diretamente de lá. No caso do Office 365 a MS decidiu adotar um sistema híbrido, pois segundo Eduardo, os aplicativos do Office 365 também podem ser instalados nos desktops das empresas contratantes e serem utilizados mesmo quando não conectados à Internet (“offline“).

O Office 365 já foi lançado em alguns países e espera-se que seja lançado no Brasil ainda este ano. Seu foco, como mencionado, é corporativo, mas está voltado predominantemente para empresas de porte pequeno a médio. Os serviços oferecidos incluem, além do uso dos aplicativos do Office 2010, o Exchange, SharePoint e Lync, ou seja, aplicativos de uso geral ao qual se agregou um serviço de comunicação (correio eletrônico e mensagens instantâneas), colaboração e um portal que a empresa contratante pode usar para criar seu sítio ou sua rede privada tipo Intranet.

O Office 365 vem para substituir um serviço atualmente oferecido pela MS denominado BPOS (Business Productivity Online Standard Suite). Na verdade, do ponto de vista prático, ele pode ser considerado como um BPOS aperfeiçoado ao qual foi agregado o uso dos aplicativos Office 2010. E tudo isto “na nuvem”.

Como o BPOS, o uso do Office 365 será cobrado em função dos serviços contratados, que podem variar desde as simples facilidades de correio eletrônico até o uso de todos os recursos oferecidos, incluindo o pacote Office. Ainda segundo Eduardo, o custo mensal estimado por usuário para a totalidade dos serviços deverá ser inferior a R$ 50.

A grande vantagem, ainda segundo Eduardo, é a inclusão do Office, que ele considera uma ferramenta ideal para aumentar a produtividade. E qual a importância disto para a empresa? Ainda citando, textualmente, as palavras de Eduardo Campos: “A única coisa que todos têm na mesma quantidade é o tempo. O Office 365 ajuda a usar o tempo aumentando a produtividade“.

E finaliza enfatizando aquilo que ele acha mais importante: O Office ajuda as pessoas.

É justo. Afinal, ele é o Gerente Geral do Office para a América Latina e não há de pensar diferente. Mas, ainda que não o fosse, é forçoso admitir: ajuda mesmo.

Por exemplo: ainda agora vocês estão lendo um texto digitado no Word do Office 2010…

B.Piropo

Newsletter de tecnologia para você

Os melhores conteúdos do IT Forum na sua caixa de entrada.