Como eu havia antecipado na coluna anterior, a Microsoft lançou oficialmente o Office 365 no Brasil na última terça-feira, oito de novembro. O produto não é exatamente uma novidade: anunciado em final de junho deste ano, foi lançado inicialmente em treze países em outubro. O Brasil foi, portanto, incluído entre os primeiros países selecionados para lançamento posterior.
Segundo Eduardo Campos de Oliveira, Gerente Geral de Office da MS, o Office 365 materializa um conceito batizado inicialmente de “SaaS”, ou “Software as a Service“, um meio das empresas de software licenciarem seus produtos sob a forma de prestação de serviço. Não é exatamente uma coisa nova pois, pensando bem, a modalidade de uso de máquinas de grande porte em tempo compartilhado (“time sharing“) adotada pelos grandes birôs de serviços dos anos sessenta do século passado nada mais era do que um tipo primitivo de SaaS. É fato que na época não existia a “nuvem” ? na verdade sequer existia a Internet ? mas a ideia subjacente era essencialmente a mesma: oferecer às empresas contratantes capacidade de processamento e de armazenamento, assim como os aplicativos para processar os dados armazenados, tudo isto hospedado fora das instalações dos usuários. A diferença essencial é que hoje a empresa contratante não precisa mais deslocar fisicamente seus empregados para os escritórios dos birôs para usar os “seus” aplicativos: pode fazê-lo remotamente via Internet.
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