OCZ, GEIL, Corsair e Ballistix, overclock até 520 MHz!

Resultados dos testes
Para realizar esses testes contamos com uma ABIT IC7-MAX3 e um Prescott 3.0 do stepping SL7E4 (D0) capaz de operar em até 3.9 GHz com um cooler a ar, o Zalman 7000Cu, e voltagem original. É a segunda experiência que temos com um Prescott da revisão D0 (a primeira foi com o Celeron D 2.4 operando em 3.6 GHz também com
a voltagem original ) e estamos surpresos com o avanço desses modelos. A temperatura de operação, embora continue alta, não é nenhum absurdo e atingiu pelo medidor da placa mãe o máximo de 74°c, ponto onde “teoricamente” o sistema de desligamento progressivo começaria a atuar.
Para investigar essa possibilidade usamos o ótimo
ThrottleWatch que monitora a ação do desligamento progressivo do Pentium 4 (CPU throttling activity) e não encontramos nenhum sinal de anomalia, por isso acreditamos que o sensor da placa mãe estaria descalibrado, mostrando uma temperatura maior do que a real. O Throttle não atuou uma única vez sequer durante todo o teste.
![]() |
Para normalizar os testes adotamos os seguintes procedimentos:
|
Configuração |
Ajuste |
VMem |
| 200 MHz (DDR400) | 2-2-2-5 com GAT em modo TURBO
2-3-3-6 sem GAT para a OCZ 2-3-3-6 |
2.5v |
| 220 MHz (DDR440) | 2.5-3-3-6 sem GAT | 2.6v |
| 240 MHz (DDR480) | 2.5-3-3-6 sem GAT | 2.8v |
| 250 MHz (DDR500) | 2.5-3-3-6 sem GAT | 2.8v |
| 260 MHz (DDR520) | 2.5-3-3-6 sem GAT | 2.8v |
Não fomos além de 260 MHz por causa do processador, que atingiu mais de 4 GHz sem estabilidade, e não queríamos que os resultados fossem distorcidos em função disso.
A memória OCZ 2-3-3-6 não operou com latência abaixo dessa especificação por causa das características da tecnologia HyperSpeed® utilizada nesse módulo. E essa memória, além da Crucial Ballistix, eram as únicas formadas por pares de 256 MB cada, com chips de um lado só (um banco) que geralmente apresenta índices de performances menores do que os módulos de 512 MB com dois bancos preenchidos (chips dos dois lados do módulo).
Utilizamos o benchmark do Sandra na versão 2005, e obtivemos os seguintes resultados.
![]() |
![]() |
As memórias com chip Samsung TCCD receberam as cores mais escuras e operaram de forma muito parecida, com uma ligeira vantagem para a GEIL Ultra-X em 220 MHz que pode ter uma explicação baseada em uma “lenda” entre os overclockers.
Dizem que memórias que passam por um “burn-in” (cozimento, ou algo parecido com o amaciamento dos motores de automoveis) operam melhor do que outras que foram testadas imediatamente depois de tiradas da caixa. O burn-in é um processo conhecido e consiste em operar com a memória em overclock moderado durante um período de tempo usando a voltagem mais alta do que a especificada, e só depois operar nas freqüências mais altas, podendo ou não usar a voltagem naquele nível.
Há inúmeros relatos de que esse processo efetivamente funciona embora o embasamento teórico para tal seja questionável. O fato é que a GEIL que foi testada já tinha passado por um longo processo de burn-in em outras placas e em outros testes, e sempre na freqüência de 220 MHz, que coincidentemente foi onde ela apresentou uma performance superior às demais, apesar de a diferença percentual ter sido mínima. Não vamos afirmar que a técnica do burn-in é válida, mas baseada nessa experiência a lenda sobrevive com mais um fato concreto.
Todas as memórias com exceção da OCZ Performance Series atingiram 260 MHz, enquanto que essa atingiu 250 MHz mas sem a estabilidade necessária para ganhar nosso aval. Em 240 MHz ela operou satisfatoriamente e apresentou o mesmo resultado mostrado pela Crucial Ballistix, que pode ser explicado pelo fato das duas serem as únicas com 256MB em cada módulo, o que na prática significam que elas eram Single Side (chips de um lado só) ou que usavam apenas um banco de acesso.
Os módulos equipados com o Samsung TCCD apresentaram o mesmo desempenho e é difícil escolher qual o melhor deles levando-se em consideração apenas os números. O índice ligeiramente mais alto obtido pela GEIL não é suficiente para colocá-la como “a melhor” uma vez que ela havia passado por um “burn-in” que pode ter afetado seu resultado.



