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O sucesso das empresas será cada vez mais definido pelos dados, diz CEO da GE

Na semana passada, participei de um keynote do CEO da GE,
Jeffrey Immelt, e acredito que os membros da comunidade de TI gostariam de saber
o que o líder de uma empresa que fatura 150 bilhões de dólares por ano pensa
sobre os negócios, a tecnologia e o papel do CIO. Se alguém está tentando lhe
vender a ideia de que o papel do CIO, da organização de TI ou dos profissionais
de tecnologia não são relevantes, é importante ser confrontado por uma visão
oposta.

Na ocasião, Immelt participava de uma conferência sobre
Plataformas Inteligentes da GE, na qual falava a uma audiência formada por
líderes de TI, com intuito de vender os softwares da companhia. Aqui estão três
pontos que gostaria de compartilhar com os CIOs:

1. Perspectiva
econômica: encontrar seus próprios caminhos

As previsões econômicas de Immelt em uma frase: “Eu
gostaria de aprender a amar o mundo em que estamos hoje, porque vamos viver
nele por algum tempo.” Esse mundo é caracterizado pelo crescimento
econômico relativamente lento a nível mundial, com uma tonelada de
volatilidade.

Os EUA estão em sua melhor forma desde a crise financeira,
disse ele. A China está crescendo, mas as oportunidades existem: “uma
história micro versus uma macro”. Países com foco em recursos naturais
ainda estão investindo, e há regiões de alto crescimento em todo o mundo, mas a
Europa e o Japão ainda estão lentos.

No geral, as empresas devem “fazer o seu próprio
crescimento e controlar os riscos”, mas há inúmeras oportunidades para quem
consegue fazer isso, afirmou.  

2. O papel do CIO: ensine
os líderes empresariais a amar analytics

“Todos os nossos líderes estão se tornando o mais
especialista possível em analytics”, comentou Immelt.

Ele descreveu o papel central do CIO na obtenção de líderes de negpocio para ampliar a aplicação de analytics, mas também a necessidade
das empresas trazerem novos conhecimentos tecnológicos.

“Em muitos casos, isso tem que ser liderado pelo CIO, mas
também por pessoas de dentro e fora da sua companhia. Nós fizemos isso.
Trouxemos pessoas de outras empresas, como Oracle e Cisco, para a GE porque
sabemos que não conseguiríamos chegar sozinhos aonde queríamos. A transformação
cultural e a transformação dos talentos da sua empresa são pontos completamente
críticos”, pontuou.

Duas outras observações compartilhadas pelo executivo sobre
o papel do CIO da GE duas chamaram atenção. Ele está incentivando os
próprios CIOs a adotarem uma abordagem dentro de “uma maior padronização
em nome da flexibilidade”, usando o exemplo de redução de 600 ERPs para 34
na GE (o interessante é que um CEO sabe desses números).

Além disso, Immelt tem hoje um
CIO na liderança do que a GE chama de “fábrica do futuro”, iniciativa
que envolve maior automatização, novas técnicas de fabricação e uma rede de
equipamentos de produção repleta de sensores para que os gestores possam
analisar melhor suas operações e evitem falhas.  

3. Três grandes
apostas estratégicas da GE

“Para que sejamos bem-sucedidos, temos que investir em
grandes temas”, destacou Immelt.

A primeira grande aposta da GE está em uma “transição
energética”, impulsionada particularmente pelo “boom” do gás natural na
América do Norte e no mundo.

A segunda aposta é a manufatura avançada: “Nós pensamos
que a natureza da fabricação está mudando dramaticamente”, observou. Ferramentas
de automação melhoradas, impressão 3D, novos materiais e a importância crescente
de dados analíticos que vêm do chão de fábrica e da cadeia de suprimentos
significam que produzir coisas está cada vez mais dependente de TI.

A terceira é a Internet Industrial, termo utilizado pela GE
para a aplicação da Internet das Coisas em sua engrenagem industrial, equipamentos
médicos e eletrodomésticos.

As palavras de Immelt soam como de uma liderança de TI?  A importância de sistemas de informação
centralizados, integrados e seguros foram diminuídas por ele? Algum desses
desafios soa como algo que um CMO ou um CDO está disposto a assumir?

O foco de Immelt está nas indústrias para as quais a GE
vende seus produtos, mas a demanda por decisões comerciais orientadas por dados
vale para qualquer indústria, seja varejo, biotecnologia, hospedagem, mídia, e
por aí vai. O discurso do líder da GE pode ser um discurso de vendas, mas serve
para empresas pensarem sobre os investimentos em TI a partir dessa perspectiva:
“Acredito que quem usar esses dados da melhor forma é o que vai determinar,
cada vez mais, quem será bem-sucedido no século 21”.

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