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O que você precisa saber antes de escolher a carreira

Para quem vai fazer um curso superior ou dar um rumo novo para a carreira, escolher a direção a seguir pode ser uma decisão difícil. As opções são inúmeras e, além da aptidão, é preciso levar em conta o mercado de trabalho. Afinal, com o desemprego atingindo atualmente cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil, ninguém quer correr o risco de investir anos de estudo em uma área que não irá garantir uma colocação no mercado, certo?

 

O último levantamento do Semesp (entidade que representa mantenedoras de ensino superior do Brasil) sobre empregabilidade, referente ao terceiro trimestre de 2018, mostra um saldo positivo para os empregados com ensino superior, voltando ao mesmo patamar de antes da crise econômica de 2015, com 7,16 milhões de empregados. A notícia é boa, porém quais são as oportunidades que ainda estão sendo perdidas pelos profissionais por conta do desequilíbrio entre as vagas ofertadas e a formação dos brasileiros com curso superior? Além disso, como ficará isso no futuro, com novas tecnologias eliminando funções e criando outras? O IT Trends foi buscar os dados que podem trazer algumas pistas.

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Atualmente, a lista das áreas que possuem o maior número de cursos disponíveis no país é encabeçada pelas áreas de administração de empresas, direito e educação, que ocupam as cinco primeiras colocações conforme mostram os dados do Censo da Educação Superior de 2017, o último realizado no país (confira no gráfico). Não há um órgão que concentre todas as vagas disponibilizadas no país, mas se compararmos o ranking dos cursos disponíveis com o ranking de vagas disponibilizadas pelo Sine (Sistema Nacional de Emprego), do governo federal, é possível ver que as áreas com mais vagas também são consideradas tradicionais, mesmo com a surpresa das vagas de nutrição atingindo o segundo lugar.

 

Embora pareça que há até um certo equilíbrio entre vagas e cursos, com prevalência de carreiras ligadas à administração de empresas. Mas o principal ponto é: como estará essa lista de vagas no futuro próximo? Se compararmos a lista de áreas com o maior número de cursos oferecidos no país com a lista de funções que estão em ascensão hoje no mundo, feita pelo World Economic Forum (relatório Future of Jobs 2018), não há nenhuma correlação. Inclusive, dentre as dez funções apontadas em declínio, muitas estão relacionadas com a formação em administração de empresas, como Gerente de Serviços e Administradores de Negócios e Gerentes Gerais e Operacionais. E a tendência é que o desequilíbrio piore.

 

 

Novas profissões que sequer possuem uma graduação específica despontam como promissoras, como é o caso dos cientistas de dados. Estes profissionais atingem salário médio de R$ 9.020,00 no Brasil, bem acima da média nacional, de acordo com o site Love Mondays. O Guia Salarial 2019 da Robert Half aponta salário mínimo de R$ 13.000,00 e máximo de R$ 22.000,00 para especialista em big data (cientista de dados). O profissional mais júnior, analista de big data, tem remuneração entre R$ 5.500,00 a R$ 12.500,00 segundo o mesmo guia – remuneração nada mal para quem está começando.

 

A carreira de cientista de dados foi listada pelo Fórum Econômico Mundial como uma das mais relevantes para o mercado até 2020 e considerada o “Melhor Emprego da América” em 2018 pelo site Glassdoor, maior site de recrutamento do mundo (veja tabela abaixo).  O levantamento considerou três fatores: número de vagas abertas, salário e satisfação dos que já estão atuando na profissão (veja aqui as dicas para concorrer a uma vaga deste tipo).

 

Apesar de algumas funções mais tradicionais continuarem em alta na lista do World Economic Forum (gerentes gerais, profissionais de marketing e vendas, especialista em desenvolvimento organizacional), é preciso ficar atento para os perfis que passam a ser mais valorizados dentro dessas carreiras. Na Era da Informação, os profissionais que entendem quais são as intersecções entre a tecnologia e a gestão, ou a tecnologia e o marketing, ganham espaço. A função pode ter o mesmo nome, mas o perfil de quem as executa é bem diferente.

 

Quem se especializa em aptidões valorizadas nas novas profissões tem menos concorrentes para superar. Por isso, é preciso ter o olhar atento para as oportunidades do futuro na hora de escolher a área que irá seguir. Ao planejar o próximo passo da sua carreira,  conciliar os interesses pessoais e vocações com as oportunidades das profissões do futuro é o caminho certo para não engrossar o time dos desempregados.

 

 

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