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O projeto da Algar Telecom para se transformar em uma empresa 100% ágil

Durante sua graduação em Análise de Sistemas, Melissa Kfouri percebeu que, diferente de seus colegas, sempre teve facilidade de relacionamento e comunicação, o que lhe dava como vantagem na vida corporativa a capacidade de conversar com outras áreas e entender de forma precisa a necessidade de cada departamento, melhorando a precisão e qualidade do projeto entregue.

Na Algar Telecom há 21 anos, a profissional atualmente conduz o projeto que deu à companhia a vitória na categoria Indústria Digital – TI e Telecom do prêmio ‘As 100+ Inovadoras no Uso de TI’ além do primeiro lugar no ranking geral.

Chamado Estação Algar Telecom, o projeto consiste na criação da ‘Estação’ unidade lançada no final de 2018 com o objetivo de levar para dentro da empresa as práticas de cultura ágil desenvolvidas no Brain, o Instituto Privado de Ciência e Tecnologia (ICT) da Algar, focado em inovação e planejamento de novos modelos de negócio. Dessa forma, a companhia espera aplicar o modelo, mesmo que de  forma parcial, em todas as áreas.

Para buscar referência sobre como escalar a implementação da metodologia ágil, em geral restrita a departamentos de tecnologia e produto, Kfouri buscou inspiração em empresas que são vistas pelo mercado como referência (como o Spotify) e também organizações de telecomunicações que já passaram por esse processo, como a Spark, da Nova Zelândia.

Transformações já realizadas

Inicialmente, os colaboradores destacados para trabalhar na Estação tinham como responsabilidade operacionalizar os novos negócios criados dentro do Brain, dando foco e escala dos projetos criados no ICT para dentro da Algar Telecom. Para garantir que a cultura de agilidade fosse implementada da forma correta, a companhia contratou uma empresa do setor e investiu em aculturamento, criando trilhas de conteúdo e exercícios para todas as pessoas que adentravam ao novo modelo. 

Desenvolvemos, ainda, diversas iniciativas para estimular comportamentos necessários nesse novo modelo – como a importância de colocar o cliente no centro e de colher seu feedback constantemente”, explica Kfouri. 

Além das questões técnicas envolvendo o Ágil, a companhia também trabalha com as lideranças para que elas consigam realizar o seu papel dentro desse novo modelo, no qual a gestão ocorre de forma descentralizada e com metas definidas e executadas de forma muito mais rápida do que o gerenciamento tradicional. 

Costumo dizer que esse trabalho envolve inverter a pirâmide. Primeiro, colocamos o cliente acima de tudo. Depois vem o time, que vai decidir como vai fazer. As lideranças ficam apoiando, dando a estratégia e orientando, ou seja: o quê’ fazer e não como fazer”, ressalta a executiva 

“Para que tudo isso funcione, temos que trabalhar cultura, comportamento, capacitação e desapego como a base. Se não desapegarmos do jeito que fazemos e não nos abrirmos para o novo, não sairemos do lugar”. 

Uma nova cultura

Neste momento, a companhia está implementando a metodologia ágil em toda a área de marketing e TI, e já existem exemplos de projetos originados do trabalho realizado na Estação. Um exemplo é o Cloud Phone Pro, um PABX em nuvem com todas as funcionalidades de comunicação interna e atendimento a clientes, desenvolvido para facilitar as comunicações internas e externas especialmente em tempos de trabalho à distância por conta da Covid-19. 

Outra solução originária d’Estação que já foi convertida em produto é o Programa de Afiliados, lançado em julho e com resultados acima do esperado: inicialmente, a empresa estimava reunir 100 afiliados até dezembro, mas já conta com quase 400 cadastrados. 

O programa de aculturamento ágil começou com 100 pessoas e a Algar deseja terminar 2020 com 400 profissionais atuando dentro desse sistema. Kfouri explica que a empresa tem a consciência de que o método não se aplica de forma integral em todos os departamentos e já se planeja para operar dentro de dois modelos: áreas 100% ágil (coração ágil) e áreas com mindset ágil (atendimento, vendas, field). 

“Nem todo mundo precisa se enquadrar dentro de um squad. O que vale é muito mais o comportamento do que a metodologia. Cliente no centro é algo que serve para todos, por exemplo. Método é consequência, mindset é o mais importante”, finaliza 

Finalistas da categoria Indústria Digital – TI e Telecom

1º Melissa Kfouri Marino Gomes – Head de Transformação Ágil, Algar Telecom 

2º Breno Oliveira de Barros – VP Innovation & Marketing, Qintess 

3º Rodrigo Pádua – VP Global de Gente e Cultura, Stefanini

 

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