Quando alguém pensa em uma câmera fotográfica, aparecem as marcas Canon ou Nikon para os segmentos profissionais ou nas Kodak para as mais populares, só que essa realidade está mudando rapidamente por causa das digitais.
Não só a Kodak está buscando seu espaço entre as profissionais como outras empresas de câmeras, como a Olympus e Fuji também estão atentos a esse segmento. E entre as câmeras populares, marcas como Samsung e Sony, entre muitas outras sem tradição no mercado fotográfico, estão conquistando espaço com muito mais rapidez do que se esperava. Isso sem contar com o segmento “semi-profissional” onde quase todos os fabricantes também oferecem modelos muito interessantes.
A Fuji S7000 marcou o início da ascenção das cameras digitais da marca.
Essa troca de posições entre os lideres é bastante previsível e ainda durará alguns anos até voltar a se estabilizar, mas há empresas, como a Samsung, por exemplo, que já trabalha com um cenário futuro onde a câmera portátil, dessas que todo mundo tem, não será “uma câmera”, e sim um dispositivo qualquer com capacidade de fotografar em até 4 MP. Esse objeto ainda desconhecido pode ser um celular, um Palm, um MP3 Player ou qualquer outra coisa. Aliás, a Samsung lançou na Photoimage uma câmera fotográfica digital que toca MP3, já pensando nesse mercado.
Lembrando que a grande maioria das fotos são aquelas que fazemos em uma oportunidade a qual estamos com a câmera nas mãos, como em festas, bares, encontros, nada mais natural que o celular ou outro aparelho que esteja sempre com o usuário tome o lugar da câmera portátil. É possível que esse mesmo usuário até tenha outra câmera digital para realizar fotos mais elaboradas, mas será com a portátil que ele terá as melhores oportunidades.
Há quem diga que esse mercado de fotografia digital está apenas dando seus primeiros passos, e que a revolução será muito maior do que já estamos vendo, envolvendo novos dispositivos, um novo padrão de comportamento do usuário, um novo segmento de lojas e serviços para impressão e uma completa rede de suprimentos (baterias, cartões de memórias) e acessórios (lentes, adaptadores, bolsas). É uma transformação como pouco se viu talvez similar apenas a que ocorreu com a indústria de informática nos últimos 10 anos, quando o PC finalmente entrou na casa dos usuários transformando a Internet, antes uma rede de pesquisas, no boom de entretenimento que conhecemos hoje.
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