Um filão em que muitos apostam, apesar de sua frustrante ausência na PhotoImage, é a impressão de fotos tiradas com telefones celulares. Faz sentido: enquanto o número oficial de câmeras digitais no Brasil é estimado, dependendo da fonte, entre 400 e 600 mil unidades, as operadoras de telefonia móvel falam em um milhão de aparelhos com câmera até o fim do ano. Com o preço subsidiado pelas companhias telefônicas e parcelado em suaves prestações pelas grandes redes de varejo, eles tendem a conquistar o consumidor-em especial às camadas de menor poder aquisitivo-muito mais rapidamente. E, embora a organização da feira tenha tentado justificar a ausência dos celulares-câmera no evento-que tinha como tema justamente a convergência tecnológica-pela baixa resolução dos aparelhos atuais, é quase certo que, quando esta revista chegar às bancas, já teremos pelo menos dois modelos de celulares com definição de 1,3 megapixels à venda no Brasil. Até o início do ano que vem chegam os de 2 megapixels (resolução considerada ideal para impressão em tamanho 10x15cm), e aí não haverá mais desculpa para não imprimir as fotos tiradas com eles.
Soluções para isso já existem há algum tempo: além de alguns dos quiosques citados anteriormente terem conexão sem fio, por infravermelho ou Bluetooth, para receber arquivos de celulares e PDAs, desde o início do ano, a loja carioca DataPixcell (
Imprimir.com.br, uma forma simples e prática de imprimir fotos tiradas com celulares de qualquer operadora: é só enviar a foto do celular por MMS (mensagem multimídia) para o e-mail celular@datapixcell.com.br
que um cadastro é automaticamente criado com o número do celular e o pedido de impressão. Posteriormente, em qualquer computador conectado à Internet, o usuário completa o cadastro, escolhe a forma de pagamento e opta por receber as fotos em casa, em qualquer lugar do Brasil, ou retirá-las na loja. Para quem tem aparelhos de baixa resolução, é possível imprimir nos formatos “multifotos” (várias fotos em uma mesma folha) e “celular” (uma área de 5×7 cm no centro do papel de 10x15cm), o que atenua os efeitos das limitações técnicas dos celulares. Se pensarmos que muitos usuários de celulares com câmera não possuem computador e a definição da tela dos aparelhos é inferior à sua capacidade de captura, as imagens impressas podem ser bastante satisfatórias, ainda que inferiores às tiradas com câmeras digitais “de verdade”.
A nova Olympus E-1 atende o segmento profissional, e é resistente a água.
Ótima para quem enfrenta uma chuva para obter uma boa foto.
As operadoras também estão de olho na oportunidade: enquanto algumas fazem alianças com empresas tradicionais no mundo da fotografia (a TIM, por exemplo, já começou a anunciar parcerias com a Kodak, em outras áreas, na própria PhotoImage Brazil), outras partem para serviços independentes. É o caso do Oi Fotos (
), anunciado no fim de agosto, pela operadora
Oi
, para imprimir tanto as fotos tiradas com os celulares da empresa, quanto imagens de câmeras digitais e convencionais, recebidas pela Internet ou em quiosques espalhados inicialmente pelo Rio de Janeiro, mas com previsão de expansão para todo o Brasil, inclusive fora da área de concessão da operadora. O preço por foto 10x15cm na ocasião do lançamento, entre R$ 0,70 e R$ 0,80, era o mais baixo do mercado, e pagamento com cartões pré-pagos é uma novidade interessante. O mais importante é que todo esse movimento ao redor do assunto deve servir para esclarecer o consumidor de que é possível-além de fácil e barato-imprimir suas fotos digitais.
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