Notícias

O brasileiro acredita sim na Black Friday!

Um estudo elaborado pela GFK, empresa de pesquisa de mercado, aponta que as vendas da Black Friday 2019 crescerão 4% no Brasil, arrecadando um total de R$ 13,5 bilhões em bens duráveis. Parece ser um aumento ainda pouco expressivo, mas para o varejo a data continua sendo de extrema importância.

As lojas virtuais querem um lugar ao sol, mas muita coisa errada já foi feita e o consumidor não é bobo, ele pesquisa e vai denunciar nas redes se achar algo incoerente ou abusivo. A história da Black Friday no Brasil já mostrou isso, e o mercado eletrônico, que deveria ter um ganho realmente expressivo com esta data, principalmente em tempos de recessão da economia, acaba tirando um proveito amador e deixando marcas que demoram para ser esquecidas.

Para os varejistas que apostam todas as suas fichas em e-commerce, sem dúvida, conhecer a jornada de compra do consumidor é importante, mas as estratégias de marketing digital consistentes e descontos que verdadeiramente valem a pena, serão os pontos que farão a diferença para que a decisão de compra do cliente seja pelo comércio eletrônico, pois uma boa parte do consumidor brasileiro ainda não tem confiança pela compra online.

Uma pesquisa feita pelo SPC Brasil, para compreender os padrões de comportamento e de compras dos consumidores, revelou que seis em cada dez pessoas (63%) garantem visitar lojas físicas antes de concluir uma compra. Ao passo que nove em cada dez (90%) consumidores virtuais buscam informações sobre o produto na internet, antes de comprar em lojas físicas.

Neste sentido, ainda falta muita estratégia do varejo para integrar o marketing digital e sua hiperpotência de multiplicação de divulgação e persuasão de vendas. Utilizar o recurso de “retirar na loja” para conquistar os ansiosos ou mesmo a confiança de quem nunca comprou online, pode ser uma tacada de mestre. Separar produtos da loja física e do e-commerce, para a ação de Black Friday, também é uma ótima forma de equilibrar preço e ticket médio.

Mas, sem dúvida, para que a Black Friday seja um sucesso no país, é preciso consciência e amadurecimento do varejo, pois o único propósito de verdade da data, é presentear os consumidores com preços realmente convidativos para diminuir ou circular estoques parados, ou mesmo fazer o consumidor lembrar da sua marca em um universo competitivo cada vez mais acirrado.

Com todas as ferramentas disponíveis hoje de data-driven para mapear o consumidor e suas preferências, é praticamente impossível não ter um saldo positivo e animador nesta data, afinal, já temos tudo que precisamos, que é a confiança do consumidor brasileiro. Agora, só falta o varejo entender de verdade o que significa Black Friday.

*Por Murilo Borrelli, diretor da ROI Mine

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

19 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

22 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

1 dia ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago