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O bitcoin vai pegar no Brasil?

Este ano foi desafiador para o bitcoin, dinheiro virtual criado e transferido com base em protocolos de código aberto de criptografia independente de qualquer autoridade central. No final de 2013, a moeda registrou alta, mas nos últimos meses sofreu desvalorização em razão de diversos fatores como latência nos servidores do MT Gox, um dos maiores portais de transação de bitcoins, e ataques aos bancos virtuais da moeda.

Esse cenário fez Matt Phillips, jornalista do Wall Street Journal, definir bitcoins como o pior investimento de 2014. Se você tivesse investido em um bitcoin no início de 2014, teria perdido 52% do valor. Isso é pior do que comprar moeda grega (28%) ou peso argentino (24%), comparou.

Mas na comunidade bitcoin ainda há esperança de que a moeda se recupere. Entrevistado pelo jornal britânico The Guardian, em novembro, Brian Armstrong, CEO da Coinbase, processadora de bitcoin, disse que vê sinais de que a moeda é saudável e mostra amadurecimento. À publicação, o executivo afirmou que a carteira de clientes da Coinbase cresceu dez vezes no ano passado, e apesar da queda do valor, o número continua saltando.

Agora, empresas estão de olho na moeda. Segundo informações do site de notícias norte-americano TechCrunch, companhias como WordPress, Dell e Overstock.com já aceitam a moeda. Recentemente, a Microsoft e o PayPal passaram a fazer parte da lista.

O TechCrunch relatou que o número de carteiras existentes no final do terceiro trimestre de 2014 cresceu para 6,5 milhões, em comparação com os 1,3 milhão do mesmo período do ano anterior. Mas de acordo com a publicação, a maioria dessas carteiras está vazia. Estima-se que de 250 mil a 500 mil carteiras realmente tenham bitcoins. Isso mostra que muitas pessoas estão abrindo a carteira, mas não realmente comprando.

Por outro lado, o Brasil está caindo nas graças do modelo. De acordo com dados de mercado, atualmente, o bitcoin é utilizado por mais de 7 milhões de pessoas, já ultrapassando 40 mil usuários por aqui.

Em solo nacional, a construtora Tecnisa passou a aceitar bitcoin na compra de imóveis. Para oferecer o serviço, contará com a expertise do Bitinvest, empresa de moedas digitais que irá intermediar os pagamentos recebidos e convertê-los em reais. Inicialmente, a Tecnisa aceitará a moeda digital apenas para o pagamento da primeira parcela da entrada do imóvel, enquanto amplia outros projetos internamente. A companhia também concederá um bônus de 5% no valor pago em bitcoins na transação.

Há um consenso geral de que bitcoins têm valor, mas, segundo o TechCrunch, não apresentam potencial no curto prazo. Isso significa que não haverá adoção maciça nos próximos meses, acredita a publicação.

Na opinião de Adam Draper, fundador da aceleradora de bitcoin VC, que concedeu entrevista ao TechCrunch, a moeda ainda é o melhor ativo para ser investido nos próximos dois anos. “Estamos em modo de reparo, no qual há menos investimento e o mercado entendendo usos real da moeda”, acredita. E, você, vai entrar nessa onda?

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