O Big Brother vem aí. O de verdade…

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6:40 pm - 26 de janeiro de 2012

Reconhecimento facial

No início do tópico “How Facial Recognition Systems Work” (“como funcionam os sistemas de reconhecimento facial”) aparece a frase “Quem quer que acompanhe o seriado da TV “Las Vegas” já viu o reconhecimento facial em ação”. E segue adiante descrevendo como a coisa funciona.

Basicamente, o software recebe a imagem de uma face humana e nela identifica certos pontos de destaque, como cantos da boca, pupilas e coisas que tais. Depois, determina suas coordenadas relativas, anotando a distancia Inter pupilar, o afastamento entre os cantos da boca, largura do nariz, formato das maçãs do rosto, comprimento da linha do maxilar e outros parâmetros. Em seguida traça linhas entre certos pontos e determina seus ângulos, formando uma rede cujas posições relativas dos vértices podem ser rigorosamente codificadas, gerando uma estrutura única para cada face. Esta estrutura, em inglês, denomina-se “faceprint” (derivada da designação de “impressão digital” naquele idioma: “fingerprint”). Veja, na figura abaixo, um exemplo rudimentar da aplicação desta técnica na face da moça mais linda do mundo (que os demais fãs da Mariana Ximenez me desculpem, mas ela recentemente perdeu a posição para a jovem da foto, minha neta).

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A tecnologia do reconhecimento facial ainda está engatinhando. Mas já existe uma página dedicada exclusivamente a ela, a “Face Recognition Homepage”, onde além de uma longa lista de grupos de pesquisas dedicados exclusivamente ao assunto (são dezenas deles), há uma especificamente destinada a discutir os dezessete algoritmos mais usados.

O assunto é sério. Muito sério. Tanto assim que a Universidade Estadual do Colorado, EUA, mantém uma página exclusivamente com o objetivo de criar e oferecer padrões dedicados apenas à avaliação da eficiência dos algoritmos empregados para reconhecimento facial, a “Evaluation of Face Recognition Algorithms”.

Portanto, se alguém tem dúvidas que a tecnologia de reconhecimento facial estará suficientemente madura para ser considerada tão confiável quanto a do reconhecimento de impressões digitais dentro de muito pouco tempo, melhor tirar o cavalo da chuva.

É só esperar.

E não muito.

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