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Nuvem recupera fôlego e promete crescimento considerável para 2016

Ao contrário do que foi registrado em 2015 para gastos corporativos com nuvem, o esperado para este ano é que o quadro seja revertido – mesmo com a previsão de despesas globais de TI para o ano, no geral, também registre queda.
Tal aumento reflete uma nova tendência entre as grandes empresas, até mesmo aquelas em indústrias que são particularmente atentas à segurança como mercado financeiro, de se movimentar além do centro de dados da empresa e executar seus aplicativos de software, armazenamento de dados e processamento por meio de recursos compartilhados na internet, em um modelo conhecido como a nuvem pública.
De acordo com o Gartner, gastos globais com serviços de nuvem pública deverão aumentar 16%, registrando total de US$ 204,2 bilhões neste ano, em comparação com crescimento de 13,8% em 2015 e um aumento de 17,7% em 2014.
Já para as despesas globais com TI, estima-se que sejam gastos US$ 3,49 trilhões em 2016, um declínio de 0,5% com relação ao ano passado.
De acordo com Kyle Hilgendorf, vice-presidente de pesquisa do Gartner, empresas grandes que já fazem uso da nuvem estão dizendo “queremos crescer ainda mais”, observa. Ainda de acordo com o analista, essa é uma mudança notável em comparação ao último ano, quando muitas empresas estavam se perguntando em migrar uma ou duas pequenas aplicações, disse.
CIOs afirmam que a nuvem permite transferir custos de orçamentos de capital para orçamentos operacionais, e muitas vezes também permite que eles comprem apenas os recursos que irão utilizar- – o que torna fácil adicionar ou subtrair poder computacional sob demanda, acomodar uma demanda móvel que precisa acessar ferramentas de qualquer lugar, inserir tecnologias de ponta em áreas como segurança e interface de usuário (que são difíceis de serem atualizadas com frequência).
Até mesmo a indústria financeira está se rendendo à nuvem. A Financial Industry Regulatory Authority (FINRA), que controla a bolsa de Wall Street, é um bom exemplo disso. A instituição processa 90% de seus dados – incluindo quase todas as capacidades de vigilância de mercado – na nuvem da Amazon.
Para Steven Rachid, CIO da FINRA, bancos tornaram-se mais receptivos à cloud à medida que eles desenvolveram melhor compreensão dos seus potenciais benefícios e ficaram mais confortáveis com recursos de segurança como criptografia end to end.

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