Nuvem pública ou privada: para qual eu devo ir?

A chave para o planejamento de uma migração para nuvem bem-sucedida é garantir que os requisitos de negócios direcionem o plano de migração. Serviços de nuvem públicas e privadas têm decepcionado algumas organizações simplesmente porque as escolhas de tecnologia foram colocadas à frente das exigências do negócio.

Mas você está realmente recebendo todo o benefício econômico que a nuvem é capaz de promover? Talvez não!

De certo, se você está na nuvem, então provavelmente já está colhendo os ganhos imediatos de tempo mais rápido na implantação, acesso self-service para os desenvolvedores e a capacidade de ampliar suas soluções quando a demanda cresce. Estes são os valores fundamentais dos ambientes na nuvem.

Analisando o modelo econômico das nuvens, é possível reduzir os custos significativamente, mas você realmente está tirando o máximo do novo modelo econômico? De acordo com ferramentas de otimização de custos como Cloudyn, solução SaaS (Software as a Service) para monitoração e otimização dos ambientes de nuvens públicas, privadas e híbridas, cerca de 70% dos clientes não estão. Com isto chegamos à conclusão que antes de iniciar a jornada para nuvem, é necessário ter um bom alinhamento com a estratégia de negócio da sua empresa.

Sendo assim, sua organização deve criar um documento que eu chamo de CDG (do inglês Cloud Decision Guide). Para montá-lo é necessário entender corretamente o seu negócio e cada caixa de decisão será um requisito que você deverá responder para chegar à conclusão sobre qual é o melhor modelo para determinado workload que você deseja migrar.

A partir de perguntas que envolvem compliance e segurança, SLA, se existe equipe interna com conhecimento, se precisa controlar a infraestrutura, entre outras questões, é possível utilizar o CDG para avaliar se a sua nuvem precisa ser privada ou pública e se é necessário adotar serviços gerenciados. O modelo garante uma transição mais segura para o alcance do projeto desejado de migração para a nuvem, o que, consequentemente, apoiará as necessidades de negócios da empresa de acordo com a sua demanda, sem fazer deste processo um passo inconsistente.

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Bruno Faustino é diretor de tecnologia e novos negócios da Sonda

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