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Nuvem híbrida é chance de TI oferecer autosserviço simples aos usuários

O avanço do modelo de computação em nuvem é claro, ainda que ele não tenha atingido seu ápice na visão de especialistas no assunto. Mas o números mostram um crescimento cada vez maior, chegando, em 2021, a responder por 45% dos workloads corporativos, como apresentou Pat Gelsinger, CEO global da VMware, na abertura do vForum, evento da companhia para parceiros e clientes, em São Paulo. Atualmente, apenas 15% dos workloads estão em ambientes de nuvem. Essa guinada é motivada por fatores como redução de custo, busca por eficiência, simplicidade e também por estar totalmente relacionado à moda da vez: transformação digital. 

Empresas de diversos setores passam a testar o modelo e não apenas em sua versão privada, mas, sobretudo, na híbrida, fazendo com que ambientes públicos e privados conversem e mais, orquestrando diferentes provedores públicos como Amazon, Google e Microsoft, apenas para citar alguns. O conceito híbrido ou de multicloud já vem sendo tratado por consultorias há algum tempo, mas agora começa a ganhar corpo como real alternativa a grandes empresas que buscam mais eficiência e agilidade.

No Brasil, um dos clientes da VMware que partiu para essa jornada é a Porto Seguro, o grupo conhecido por seu negócio na área de seguros é composto por 26 negócios, o que agrega ainda mais complexidade à TI. Afora administrar toda a infraestrutura, o departamento tem que lidar com as demandas das áreas de negócio que clamam por simplicidade e agilidade e muitas vezes recorrem à nuvem pública sem seguir os processos que seriam padrão.

“Tem um desafio de TI de inovação que é muito grande e para inovar é fundamental que tenha condições de estudar e pesquisar coisas novas e cloud entra nisso. Como consigo reduzir esforço e operar meu ambiente disponibilizando recursos de maneira mais ágil para áreas de negócio de forma que possa dedicar mais tempo a fazer avaliação do mercado, liberar soluções mais ágeis para os clientes?”, provocou Rodrigo Correa, diretor de arquitetura da Porto Seguro.

Durante sua fala no vForum, o executivo brincou ao lembrar que há quatro anos quando conversa com alguns amigos também da área de TI e a maioria tinha receio de que cloud matasse as equipes de infraestrutura e perderia a importância. O que, na visão dele, não aconteceu, mesmo com soluções como as contratadas pela Porto Seguro recentemente. “A suíte da VMware tem benefícios, portal de gerenciamento, virtualização de redes, servidores e storage e tudo disponibilizado em ambiente livre. Neste portal, construimos nosso marketplace de infraestrutura e demos aos colaboradores a possiblidade de usar a infraestrutura da Porto como se estivessem contratando provedor de nuvem.”

O que Correa e sua equipe entregaram foi um autosserviço juntamente com uma espécie de liberdade com controle, algo que integra o discurso da VMware para esse mundo de multicloud. Por lá, as áreas de negócio conseguem desenvolver aplicativos sem entrar na fila de TI que trata de grandes projetos corporativos. No dia a dia, isso faz toda a diferença e aproximou a TI dos clientes. “O uso de VMware em parceria com UOLDiveo teve participação importante na construção do site de disaster recovery. O negócio assistiu a uma redução de custo, ganhou simplicidade e velocidade.  Na cloud híbrida transporto de um lado para o outro e com o ajuste de processo necessário, reduzindo tempo total de disponibilização do ambiente”, comemora. 


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