Nuvem corporativa, assistentes digitais e hardware fazem Google concorrer com tradicionais da indústria

A Alphabet, empresa-mãe da Google, alertou investidores sobre uma série de novos concorrentes, destacando a ampla expansão da empresa para além do seu negócio tradicional de pesquisa.

A Alphabet nomeou rivais como Apple, Netflix e a Hulu, ao mesmo tempo em que destacou os riscos de novos negócios, como a fabricação de hardware de consumo, de acordo com seu último relatório anual arquivado na sexta-feira na Securities and Exchange Commission dos EUA.

A Bloomberg listou as novas capacidades competitivas da empresa, obtidas a partir de uma comparação com o último relatório anual da Alphabet.

Novos concorrentes
Fornecedores de serviços de vídeo digital, como Facebook, Netflix, Amazon e Hulu. O YouTube, da Google, terá novas versões de assinatura em sua oferta de vídeos on-line, que competem mais diretamente com as três últimas empresas. Os executivos estavam cautelosamente otimistas sobre essa oferta em uma conferência de resultados financeiros na semana passada.

Provedores de assistente digital
No ano passado, a empresa lançou o Google Assistant, serviço de informações baseado em voz que a empresa espera incorporar no maior número de dispositivos possível. A tecnologia compete com a Siri, da Apple, a Alexa, da Amazon, e a Cortana, da Microsoft. O Facebook tem um serviço semelhante em seu aplicativo Messenger.

Nuvem: foco no corporativo
O negócio de computação em nuvem da Google tem saltado. A executiva Diane Greene, responsável pela área, está transformando-o em um serviço para grandes clientes corporativos. A Alphabet mencionou a nuvem em relatórios anuais anteriores, mas o foco da empresa no corporativo é novo, fazendo a companhia concorrer com provedores como Amazon Web Service (AWS) e Microsoft.

Produtos de consumo
Recentemente, a Google lançou uma série de gadgets, incluindo o telefone Pixel e o alto-falante doméstico. O telefone faz dele um rival da Apple, e fabricantes de dispositivos Android como a Samsung.

Falando em hardware, o último relatório anual do Alphabet destacou os novos riscos da fabricação e da cadeia de suprimentos relacionados aos gadgets. “Podemos ser impactados por materiais e produtos que não são consumidos devido à aceitação do mercado, mudanças tecnológicas, obsolescências, qualidade, recall de produtos e questões de garantia”, escreveu a empresa.

A Alphabet também divulgou o custo de comercialização desses novos dispositivos para potenciais compradores. As vendas totais e as despesas de marketing aumentaram mais de US$ 1,4 bilhão entre 2015 e 2016 – principalmente devido a um salto de US$ 679 milhões em publicidade e custos promocionais, especialmente para os produtos de hardware da Google.

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