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Número de ransomwares deve aumentar em 2016, diz McAfee

O número de ataques cibernéticos que utilizam ransomwares como ferramenta para atingir vítimas deve aumentar consideravelmente em 2016, de acordo com um levantamento realizado pela McAfee.

Ransomware é um tipo de malware que invade o sistema, bloqueia os arquivos que nele estão inseridos e pede um “resgate” para a vítima a fim de liberar o acesso aos dados – geralmente o tal resgate é cobrado em dinheiro, mas também já houve casos que o pagamento solicitado era em bitcoins.

No estudo, a empresa de segurança identificou mais de 4 milhões de amostras de malware no segundo trimestre de 2015 – sendo 1,2 novas. Para se ter uma ideia do crescimento exponencial desse tipo de ameaça, no terceiro trimestre de 2013 o número total de amostras era de 1,5 milhões, quando menos de 400 mil amostras eram novas.

A empresa também registrou um aumento no número de campanhas lançadas contra o setor financeiro o que pode significar que mais ataques sejam direcionados a diferentes segmentos da indústria, inclusive governos – afinal eles pagariam mais rapidamente o montante solicitado no resgate para não ter suas operações interrompidas, como afirmou o diretor de inteligência de ameaças da empresa, Christiaan Beek, em entrevista ao Wall Street Journal.

Anteriormente esse tipo de ameaça chegava às vítimas por meio de PDFs ou arquivos gráficos infectados. Agora, de acordo com o levantamento, a expectativa é de que novas extensões apareçam nas campanhas, incluindo algumas comumente utilizadas por empresas, bem como ataques com foco no sistema operacional da Apple, o OS X.

A McAfee também espera que ataques do tipo “ransomware as a service” apareçam. Na prática, isso significa que uma companhia pode fornecer o kit de exploração a hackers e pegar uma comissão quando o ataque for bem sucedido. Isso, juntamente com o anonimato dado por sistemas de pagamento como bitcoins, pode aumentar consideravelmente o número de ameaças.

A empresa de segurança também prevê um aumento no número de ataques voltados a serviços em nuvem e dispositivos móveis, embora isso ainda não seja um foco popular no cenário atual. “Embora as pessoas armazenem mais arquivos pessoais em smartphones, é bem mais fácil restaurá-los de um backup”, afirma a empresa.

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