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Novo trojan brasileiro permite hackers acessarem seu celular (sem que você note)

Pesquisadores da Kaspersky descobriram um novo malware de acesso remoto (RAT) chamado de “BRata”, abreviação para “Brazilian RAT for Android”, ou RAT brasileiro para Android. Trata-se de um malware que infecta dispositivos Android e permite que cibercriminosos acessem dados armazenados no dispositivo da vítima, além de monitorar a tela do dispositivo.

Com acesso aos dados e visão da tela em tempo real, cibercriminosos podem realizar tarefas como transações bancárias, leitura de dados criptografados, entre outros. O BRata foi detectado em apps hospedados na Google Play, além de outras lojas de aplicativos não oficiais, em janeiro deste ano.

Os pesquisadores informam que o malware é exclusivo para sistemas operacionais Android, sendo necessário a versão Lollipop 5.0 ou mais recentes para funcionar. Segundo a Kaspersky, os grupos responsáveis pelo BRata usam vetores de infecção específicos, como notificações “push” em sites comprometidos e mensagens entregues via WhatsApp e SMS.

Eles também disfarçaram o malware como uma correção de vulnerabilidade que foi usada em ataques contra o WhatsApp lançada em junho. Essa falsa correção registrou mais de 10.000 downloads no Google Play e alcançou até 500 vítimas por dia. Após a notificação da Kaspersky, o Google removeu o app falso de sua loja oficial, informa a empresa.

O BRata, também é capaz de escurecer a tela da vítima para ocultar suas ações no celular. Além disso, usa o recurso do serviço de acessibilidade do Android para interagir com outros aplicativos instalados no dispositivo do usuário.

Dmitry Bestuzhev, diretor da Equipe de Análise e Pesquisa Global da Kaspersky na América Latina, explica que “Embora o BRata tenha como alvo o Brasil até o momento, ele tem potencial para atacar usuários Android na região e em qualquer parte do mundo. Antes, o privilégio dos ataques móveis era limitado a alguns grupos especializados. Porém, hoje, praticamente qualquer pessoa tem acesso a eles, pois o malware é comercializado no mercado clandestino por R$ 3 mil e negociado com outros criminosos em troca de serviços ou outros malware”, explica.

Para não ser infectado pelo BRata, a empresa recomenda que usuários sempre baixem aplicativos de procedências confiáveis, caso um aplicativo solicite autorizações não convencionais, desconfie. Usuários devem analisar os possíveis danos que as autorizações podem causar.

 

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