Novas fontes ATX no mercado brasileiro

Author Photo
4:49 pm - 02 de setembro de 2010

Metodologia do teste

Geralmente utilizo testes práticos para avaliar a funcionalidade de uma fonte ATX, até porque de outra forma seria necessário o uso de osciloscópios e outros equipamentos caros que não dispomos no laboratório. Seguindo o ritual de simulação de uso que geralmente utilizamos, combinamos uma seqüência de tarefas com intenso uso da CPU e da placa de vídeo, os maiores consumidores de energia, com momentos de repouso. O teste completo durava cerca de 2 horas para cada fonte.

A apuração dos resultados foi feita com o Motherboard Monitorque já não está sendo mais atualizado pelo desenvolvedor mas é o único aplicativo de monitoração que oferece um log bastante preciso com valores máximos, mínimos e médios de cada voltagem. Infelizmente encontrei algumas distorções nas leituras nele que merecem um maior detalhamento, já que o MBM não suporta oficialmente a placa mãe utilizada, e nenhuma outra lançada após o encerramento do seu desenvolvimento.

O arquivo de configuração do MBM para a DFI Ultra D está disponível para download

aqui:Vamos pegar o exemplo abaixo, com a Enermax 350W, e analisar os problemas com a leitura do MBM.

mínima

média

máxima

Variância

Real

Desvio Médio

12v 5v 3,3v 12v 5v 3,3v 12v 5v 3,3v 12v 5v 3,3v 12v 5v 12v 5v

Enermax 350W

11,46 4,96 3,34 11,53 4,99 3,35 11,58 4,99 3,36 0,36% 0,03% 0,01% 12,12 5,12 -5,1% -2,6%

As colunas “mínima”, “média” e “máxima” são obtidas pelo log do Motherboard Monitor, e a “variância” (função VAR do Excel) entre elas. Notem que a leitura da linha de 12V é muito baixa, anormal até. A coluna “Real” foi obtida com um multímetro aferindo as linhas de 12V e 5V, e o “desvio médio” é o cálculo entre o “Real” e a “média” do MBM, no caso dessa fonte apuramos 5.1% na linha de 12V e 2.6% na linha de 5V.

Isso foi feito em todas as fontes e os desvios foram todos muito próximos, mostrando que o erro de leitura é praticamente constante, portanto adotamos um fator de correção para todas as fontes de 5.1% para a linha de 12V, e de 2.1% para a linha de 5V, valor obtido pela média de todos os desvios encontrados. Assim sendo o que vamos apresentar como resultado final é o valor corrigido, embora o desvio médio (variância entre as leituras mínimas, médias e máximas) seja com base no valor original obtido pelo MBM para evitar interferências numéricas. No caso da Enermax 350W ficará assim:

mínima

média

máxima

12v

5v

3,3v

12v

5v

3,3v

12v

5v

3,3v

Enermax 350W

12,03 5,01 3,34 12,11 5,04 3,35 12,16 5,04 3,36

Variância

0,36%

0,03%

0,01%

Os valores corrigidos são muito mais naturais aos nossos olhos do que os apurados anteriormente, e evitam uma interpretação equivocada de que “a linha de 12V está baixa”, o que é um erro comum entre os usuários que não tem um multímetro a disposição. Atualmente, e infelizmente, a maioria das placas mãe não tem uma leitura precisa ou não disponibilizam meios corretos de apurar os valores diretamente no Windows. No caso da DFI, o valor presente na BIOS é praticamente idêntico ao valor do multímetro, mas dentro do Windows não era possível capturá-lo com precisão. Por isso a necessidade da correção para os valores de 5V e principalmente o de 12V.

O ambiente dos testes estava normalizado a 25°c e o único componente trocado em cada uma das seqüências foi a fonte. A DFI Ultra D utiliza um sistema misto para o conector ATX 24 pinos, inexistente e algumas fontes, que permite usar o tradicional 20 pinos com um conector extra de HD ligado diretamente à placa mãe. Para as fontes que não atendem a especificação ATX 2.0 ou ATX 1.3 compatível com 24 pinos foi esse o padrão adotado.

A Radeon X850XT PE utiliza um conector extra de 6 pinos para alimentação, nas fontes que não dispunham desse chicote foi usado o adaptador incluso com o kit da placa de vídeo.

Vamos conhecer cada uma das fontes analisadas.

Newsletter de tecnologia para você

Os melhores conteúdos do IT Forum na sua caixa de entrada.