Novas caixas de som Microlab B77 e Solo5C

Caixas de som para PC acabaram ocupando outros espaços na casa, eu mesmo já as usei na TV da sala antes de comprar um home theater completo. Também já me serviram em festas em várias configurações, usei no quarto ligadas a um Dock de iPod e atualmente pretendo montar um par em um pequeno estúdio de podcast. Já fui fã dos sistemas 5.1 mas me dei conta que a grande maioria do áudio que escuto (PC, iPods, etc) são no padrão estéreo 2.0 tradicional, e os sistemas multicanais se tornaram desnecessariamente grandes e complexos para meu uso. As caixas 2.1 com aquele subwoofer central são, na maioria das vezes, a melhor opção para esse tipo de áudio, mas há o problema do espaço para acomodar as 3 peças e o número de fios necessários para ligar todo o conjunto.

Por isso, ultimamente tenho preferido os tradicionais conjuntos de duas caixas, ou sistema 2.0 como alguns gostam de chamar. Esses conjuntos diferem dos sistemas 2.1 por ter que incorporar os graves em um gabinete maior, junto com os médios e agudos que o “satélite” normalmente tem. Por isso essas caixas são tipicamente muito maiores que os satélites dos sistemas 2.1 incorporando também outras características dos subwoofers, como um grande amplificador, estrutura de madeira (MDF), falantes mais poderosos, dutos, etc.
A Microlab (Microlab Technology Co fundada em 1998), no Brasil representada pela Windys , oferece várias caixas de som com potencias em torno de 40W, algumas delas no formato 2.0 que tanto gosto e por isso mesmo escolhi dois exemplares para apresentar a vocês. Um deles é o B-77, um par de caixas de madeira com 48W de potencia RMS muito versátil, e o outro é o Solo5C de 80W RMS (!!) que inclui um bom controle remoto. Vamos ver em detalhes cada um deles.
Microlab B-77
Estrutura em madeira.
Controle principal de volume frontal e traseira para graves e agudos.
Terminal de conexão do alto-falante para conexão de som profissional.
Amplificador: Potência de saída: 48 Watts RMS
Distribuição de energia: 14 watts x 2 + 10 Watt x 2
Alimentação: Bi-Volt 110V/220V Automático
Dimensão do produto: 154 x 266 x 221 milímetros
Peso líquido do produto: 5,6 kg
Veja ficha técnica completa ? Informações em inglês no site do fabricante

A Microlab B-77 não tem controle remoto, seu controle de volume frontal é combinado com dois controles independentes na traseira para graves e agudos. Sua estrutura de madeira (a versão que recebemos é preta) é muito robusta e bonita, o som é muito limpo e bem dimensionado, os graves são fortes e bem harmonizados com os médios e agudos. É preciso combinar ajustes de volume com os graves e agudos para se obter o melhor som. Em baixo volume nota-se que o ideal é adicionar mais graves, e depois ir reduzindo-os à medida que o volume vai aumentando. Em potência máxima o som é surpreendente, e bem regulado nos graves e agudos permite uma excelente audição sem distorções. Estou enfatizando esses ajustes nos graves e agudos mas trata-se de algo pequeno, não mais do que ¼ de volta do botão em relação ao nível 0 (meio do botão).
É uma caixa que impressiona por oferecer mais do que se espera por ela, tanto pelo tamanho quanto pelas especificações técnicas. Funcionando, parece melhor do que no papel, e seu preço é bastante atrativo (R$ 260 reais em média, em fevereiro de 2012).
Microlab Solo5C
Estrutura de madeira
Controle remoto sem fio
Amplificador: Potência de saída: 80 Watts RMS
Distribuição de energia: 40 watts x 2
Alimentação: Bi-Volt 110V/220V Automático
Dimensão do produto: 174 x 257 x 309 milímetros
Peso líquido do produto: 10,00 kg
Veja ficha técnica completa – Informações em inglês no site do fabricante

A Microlab Solo5C é fora de série, comparando com a B-77 ela é mais harmônica, não requer tantas intervenções nos graves e agudos, tem um som bem mais forte no volume máximo e a versatilidade do controle remoto (graves, agudos, volume, input e mute). Sua estrutura de madeira é tão robusta e bonita quanto a da B-77 mas o visual ficou mais elegante (nossa versão também é preta). O controle de volume vai de 0 a 60 posições possíveis mas não é lá muito linear. Usando um iPod nano com seu volume no máximo como fonte, a caixa começa a emitir algum som lá pelo nível 20, ficando agradável em torno do 40 e daí vai aumentando sensivelmente perto dos 50 até o máximo em 60, quando as pessoas em casa começam a pedir para abaixar o volume.
Os graves e agudos seguem a escala de -8 a +8 mas os ajustes ideais na maioria das vezes ficam em torno do zero mesmo, com uma amplitude de 2 pontos para mais ou menos dependendo da música e do volume desejado. Esse comportamento já era esperado porque o conjunto possui o circuito IGBT OCL (o fabricante não detalha o que significa a sigla) que atua dinamicamente nos tons durante a reprodução, harmonizando os sinais conforme o volume obtido. Encontrei um inconveniente que já era esperado, ao desligar a caixa as configurações de grave e agudo voltam ao zero e o volume para o 20, enquanto o input é direcionado para a porta auxiliar. Quase todas as caixas com controle remoto tem essa característica.
Seu preço obviamente é mais salgado que a B-77 mas ainda considero atrativo (R$ 450 reais em média, em fevereiro de 2012) pelo que a caixa oferece. Por causa do seu tamanho, não me vejo com um par delas na mesa do PC exceto se for como mini-ehttps://itforum.com.br/wp-content/uploads/2018/07/shutterstock_528397474.webp para produção de áudio e vídeo ou alguma outra necessidade muito especifica. Como uso geral em um PC desktop a B-77 é mais indicada. Por outro lado, a Solo5C tem duas entradas de áudio independentes controlada pelo remoto, enquanto na B-77 as duas linhas operam simultaneamente.
Resumindo
São dois produtos parecidos, ambos de madeira com blindagem magnética, mas com usos completamente diferentes. Se a B-77 é excelente para ficar no desktop, ligada a um PC, e/ou também ligada a um iPod mas sempre próxima das mãos para acessar o controle de volume, a Solo5C devido ao seu tamanho e ao controle remoto é mais adequada para uma sala ou para uma biblioteca. A qualidade sonora de ambas é similar, com vantagens para a Solo5C pelo ajuste dinâmico do volume, e pela potencia maior. Um inconveniente nas duas caixas é que o botão liga/desliga fica atrás, e não há um modo “stand by” de baixo consumo quando elas não estão em uso (a Solo5C quando inativa pisca o mostrador digital, mas não há documentação informando se está ou não em standby).
