A unificação das políticas de privacidade do Google, que vale a partir desta quinta-feira (01/03), causa comoção entre usuários e autoridades: senadores norte-americanos, por exemplo, manifestaram-se contrários à decisão logo que ela foi anunciada, em 24 de janeiro último. Na avaliação de Maurício de Bonifácio, sócio da Vertis – integradora que produz soluções de e-commerce e se vale de técnicas de SEO para melhor posicionar seus clientes – existem cinco pontos aos quais os usuários devem ficar atentos com a novidade.
Bonifácio se diz usuário assíduo dos produtos do Google: além de utilizar o Gmail, se vale do Maps para identificar caminhos e tráfego, possui um smartphone Android (o sistema operacional do Google), assiste a vídeos no YouTube, possui uma conta no Google+ e utiliza, claro, a ferramenta de buscas, que consagrou a companhia como gigante da internet. “Não pago um centavo por isso. Para mim, quanto melhor ele prestar os serviços, melhor”, adicionou.
Contudo, ele concordou que todas as informações os usuários podem ser utilizadas de forma negativa e prejudicial. O lema “Don’t be evil”, adotado pela companhia para posicionar-se a utilização dos dados dos usuários de forma negativa, pode sim ser abandonado no futuro, alertou. E as pessoas têm de estar preparadas para isso e ficar atentas a quais informações concede. “Ninguém me obriga a usar o Google. Eu posso parar a hora que quiser”, disse.
Antes de qualquer coisa, é preciso lembrar que a companhia se comprometeu a não coletar dados adicionais com a unificação da Política de Privacidade. O que será feito é a interligação dessas informações para que os resultados e experiência do usuário através dos diferentes produtos da marca sejam mais direcionados. O gigante de buscas já tem todas as informações, a diferença é que, agora, ele está colocando tudo na mesma “caixinha”, o que, teoricamente, otimiza os resultados da interação do internauta com seus produtos.
Vamos aos pontos citados por Bonifácio:
Domínio do Google
Em entrevista concedida recentemente ao IT Web,o criador do Google AdSense (programa de gerenciamento de anúncios relevantes), Jeffrey M. Stibel, foi taxativo: há coisas imensamente ruins que o podem ser feitas com o controle de dados do usuário.
“Este é o verdadeiro Big Brother [uma alusão ao livro 1984, escrito por George Orwell em 1949, que fala sobre uma sociedade fiscalizada pelo ser onipresente Grande Irmão] nos olhando. Mas não é apenas o Google. Há uma série de companhias nos vigiando e este é o novo mundo em que vivemos. E as pessoas deveriam ter muito cuidado ao falar sobre isso. É tanto uma grande oportunidade quanto uma grande preocupação. Se for usado pelo bem, é uma tremenda vantagem ter tantos dados. Mas se for usado para o mal [risadas], há coisas tremendas que você pode fazer que são extremamente destrutivas com tantos dados nas mãos”, alertara.
E completou: “o Google quer dominar o mundo? Quer. Ele vai? Não”. Veremos
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