Nova economia é baseada em dados, acredita diretor-geral da Intel Brasil

Entre as 2 mil maiores empresas do mundo, 70% dos CEOs têm transformação digital em seu radar. Até 2018, 40% das companhias sofrerão algum tipo de ruptura em seus negócios e até 2020, negócios terão idade média de 12 anos. Foi com esses dados que Mauricio Ruiz, diretor-geral da Intel Brasil, alertou para o momento de mudanças rápidas pelas quais passam o mercado.

Segundo ele, tudo está sendo transformado e está todo mundo sob pressão. Um cenário que permanecerá por muito tempo, mas que não pode gerar pânico. “O que não dá é para ficar parado”, ressaltou em evento para a imprensa nesta segunda-feira (27/11).

Ele lembrou que a discussão das mudanças no mercado não é nova. Afinal, a sociedade passou por diversos momentos de transformação, do carvão e vapor, à eletrificação até o avanço da informática e das comunicações.

Um elemento novo, contudo, chega para esquentar a discussão: os dados. “Não existe transformação digital sem dados. Dados são o novo petróleo e a nova economia é baseada em dados”, afirmou. Para Ruiz a questão central quando se fala em dados é entender o que está acontecendo e ter insights. “Não estamos falando apenas do volume de dados gerado hoje. Falamos de heavy users de internet que em 2020 vão produzir, cada um, 1,5 GB de dados. Um hospital conectado vai gerar 3 mil GB”, exemplificou.

O executivo apontou que empresas que têm mais sucesso são orientadas a dados e que negócios analógicos provavelmente estarão com seus dias contados, pois não saberão nada sobre seus clientes.

Nova Intel

Foi de olho nesse mercado pujante que a Intel decidiu reformular sua estratégia. A empresa, que tem domina o segmento de PCs, buscou diversificar sua oferta nos últimos tempos. Assim, a fabricante ingressou com força no setor de data center, estimado globalmente em US$ 65 bilhões, do qual a Intel tem cerca de 30% de market share. “Há muito espaço para crescer”, apontou Ruiz. “Outros mercados com alto potencial para nós incluem memória, modem e internet das coisas (IoT)”, listou o executivo.

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