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Nova configuração de regras pode beneficiar a Telefônica com TIM

O ano de 2009 promete ser agitado no mercado das telecomunicações

brasileiro. Além de começar com nova configuração, uma vez que a Brasil

Telecom terá sido finalmente absorvida pela Oi – o ministro Hélio Costa

previu para o próximo dia 15 a conclusão da análise pela Agência

Nacional de Telecomunicações (Anatel) -, o setor poderá vivenciar novas

fusões importantes.

Muito se tem falado nos últimos dias de a Telefônica adquirir a

TIM. É bem provável que isto esteja sendo encaminhado entre os grupos,

apesar de seus dirigentes negarem esclarecimentos oficiais.

Observadores do mercado ouvidos pela Gazeta Mercantil acreditam que uma

vez flexibilizado, o Plano Geral de Outorgas (PGO) – o arcabouço das

regras para o segmento – será mais receptivo à nova acomodação.

Em abril do ano passado, a Telefônica integrou o grupo que

adquiriu o controle da Olimpia, dona da Telecom Italia/TIM,

comprometendo-se junto à Anatel a não interferir na gestão da

subsidiária no País. No entanto, o contexto mundial passou por

alteração significativa com a crise financeira do subprime, em especial

nos Estados Unidos e na Europa.

A escassez de crédito que dela resultou pode significar pressão

insustentável à Telecom Italia, cuja dívida alcança €36 bilhões,

levando-a a se desfazer do ativo TIM, apesar de este lhe conferir

abrangência internacional e potencial de crescimento.

Se esta for a opção para abrandar o endividamento, a italiana

não tem outra escolha senão vender seu ativo à Telefônica, que tem

acordo assinado com seus sócios italianos que lhe dá direito a poder de

“veto”. Com isso, sua arquirival e potencial interessada no ativo TIM,

a mexicana Telmex, está fora do jogo.

O ativo só pode ser absorvido por ela, Telefónica. Nesse caso,

fica contemplado o seu interesse em se expandir na América Latina e

assim manter vivo o enfrentamento com os mexicanos.

Segundo os especialistas ouvidos pela Gazeta Mercantil, a

versão de que o negócio já está encaminhado ganha força na ausência de

manifestações da Telefônica com relação à fusão entre Brasil Telecom e

Oi. Embora fique isolada em São Paulo, enquanto todos os outros estados

se unem e se fortalecem na Broi, a Telefônica demonstra interesse em

manter uma política de boa vizinhança. Concluído o negócio, ela

começaria a batalha para aprovar a fusão Vivo-TIM.

Se a Anatel aprovar, embora se espere que a Embratel/Claro

continue criticando muito, seria a vez da Oi/BrT ficar quieta. Uma vez

encaminhada a fusão entre espanhola e italiana, a Oi apresentaria

idéias para compensar as concentrações maiores, como as regiões do

Paraná e Santa Catarina (70%) e no Norte (66,6%). O que fosse possível

adquirir seria conveniente, uma forma de consolidar sua posição no

País.

Como o mercado de telefonia celular no País é muito concorrido,

e as margens de rentabilidade estão muito justas, é provável que a

Anatel concorde em manter somente três grupos ao invés de quatro e,

antes, cinco. Segundo a fonte, uma divisão de mercado palatável para

Anatel e Cade seria, por exemplo, 45%, 30% e 25%.

Dependendo do acordo costurado com a Anatel, a Telefônica

poderia absorver a TIM e juntá-la ou não à Vivo (ver gráficos). É

sabido que a Portugal Telecom não tem interesse em vender os seus 50%.

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