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Workplace do Facebook promete mudar o mercado da colaboração empresarial

Trabalhadores e os profissionais de TI que as suportam estão “sedentos por boas ferramentas” de colaboração, de acordo com Tim Crawford, um ex-CIO que atualmente aconselha executivos de tecnologia de grandes empresas. É essa demanda que a Workplace by Facebook promete atender a partir de hoje, com o seu lançamento comercial. Até agora, seu uso estava restrito a algumas empresas participantes da fase piloto, como o Royal Bank of Scotland, Danone, Booking.com, Starbucks (nos Estados Unidos), Oxfam e Save the Children.

De acordo com a pesquisa Future of Work, da Deloitte, apenas 15% dos líderes estão completamente satisfeitos com a forma como suas organizações hoje se comunicam, colaboram e ativamente monitoram seu progresso. O local de trabalho tem se tornado mais complexo com funcionários conectados remotamente em seus celulares, e uma transformação do ambiente de trabalho será necessária para expandir a colaboração e a comunicação, introduzindo ferramentas digitais que vão possibilitar mais colaboração entre times.

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Mas o produto chega atrasado em um mercado com dezenas de rivais ansiosos para desbancar o e-mail como principal ferramenta de comunicação no trabalho, incluindo a Slack Technologies Inc., a Yammer, da Microsoft Corp., oferecido através de Office 365, e a Jive da Jive Software de Palo Alto, Califórnia .

Mas embora a empresa de Mark Zuckerberg não seja a primeira gigante da internet focada no consumidor a tentar a sorte no mercado corporativo, seu impacto sobre a colaboração de negócios pode ser mais amplo do que qualquer iniciativa anterior, de acordo com Crawford. “O Facebook é algo com o qual estamos acostumados em nossos vidas pessoais. Por isso é grande a chance de que a sua progressão natural para o mundo empresarial seja bem sucedida. Os usuários sabem como usá-la”, diz Crawford.

A dúvida de consultores e analistas quanto ao movimento do Facebook rumo ao mercado corporativo está relacionado a temas como segurança e governança da informação como uma da barreiras para o serviço.

Outra dúvida comum é se esse tipo de ferramenta irá, de fato, beneficiar as empresas – ou se será apenas uma distração, levando os trabalhadores  a desperdiçar horas que deveriam ser dedicadas a tarefas de trabalho.

De acordo com a rede social, o Facebook for Work foi desenhado para ajudar colaboradores de uma empresa a permanecerem conectados e compartilharem informações com outros membros de seus times – nada muito diferente da versão destinada a consumidores doméstico da rede social. A solução empresarial permitirá que funcionários criem eventos, colaborem em projetos e enviem mensagens diretas e para grupos.

Mas antes de conquistar os usuários, será preciso convencer os CIOs e líderes de TI. Na opinião de Jim Fowler CIO da General Electric (GE), o Facebook for Works enfrenta uma série de desafios significativos. Fowler questiona principalmente a capacidade do Facebook para separar efetivamente as vidas pessoais e profissionais dos usuários. É preciso garantir que dados e dados ou meta-dados das empresas não sejam inadvertidamente compartilhados nas contas pessoais.

O Facebook garante ter prestado muito atenção a essa questão. Segundo a empresa, o serviço corporativo foi modelado após seu uso interno pelo próprio Facebook. O serviço é independente do Facebook, embora funcione de forma similar: também conta com um mural, chat, transmissões ao vivo (Facebook Live), grupos, traduções automáticas e ligações de voz e vídeo por IP.

Como o produto social onipresente, ele abre um feed de notícias com mensagens classificados com base em um algoritmo que leva em conta atividade anterior de um usuário na conta corporativa. Os usuários podem conversar em grupo ou de forma privada.

O  conteúdo compartilhado através da sua conta profissional fica visível apenas para pessoas da empresa usuária. A conta profissional é separada da conta pessoal. Mas a usabilidade facilitará a identificação de uso de uma ou outra conta no momento apropriado? Segundo o Facebook, embora cada membro possa fazer o login com a sua própria conta da rede social, integrando as duas contas, para usar o Facebook for Work será necessário usar um aplicativo diferente, que dá acesso ao conteúdo corporativo. 

Além disso, o Facebook for Work tem segurança de nível empresarial, ferramentas de administração e uma paleta de cor cinza mais sóbria do que o azul tradicional do produto de consumo, e é livre de anúncios.

Segundo a rede social, os clientes não são obrigados a ter uma conta no Facebook pessoal para usar o Facebook for Work e os empregadores não podem usar a ferramenta para ver o que os funcionários fazem em suas contas pessoais. As ferramentas administrativas permitem apenas acesso a dados sobre a atividade de seus funcionários na conta corporativa.

Entre as novidades do produto estão:

·         Grupos Multi-Empresas – O recurso permite que funcionários de organizações diferentes trabalhem em conjunto, ampliando a colaboração entre parceiros de um modo seguro.

·         Programa de Parceiro Workplace – Um grupo de serviços profissionais e empresas de tecnologia, como a Deloitte, que irão trabalhar conosco para levar o Workplace a ainda mais empresas ao redor do mundo.

Disponível para todos
O serviço já está disponível publicamente para qualquer empresa (inclusive no Brasil) e será gratuito nos três primeiros meses. Depois disso, o Facebook vai cobrar uma variedade de valores: 3 dólares mensais para até 1 mil usuários; 2 dólares para até 10 mil usuários; e 1 dólares para mais de 10 mil usuários. 

O Facebook Brasil não sabe ainda como fará a cobrança, após os três primeiros meses de gratuidade, se em dólar (o que pode ser um problema para muitas empresas) ou em real. 

Organizações sem fins lucrativos e instituições acadêmicas terão acesso ao Workplace sem custos, de acordo com o Facebook. Para comparação, o conhecido serviço de colaboração Slack oferece um aplicativo gratuito com recursos limitados, e atualmente cobra 15 dólares por usuário ativo pela sua oferta premium.

 

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cristina.deluca
10 anos ago

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