Tecnologia é coisa de meninos? Para a Let's Code Academy, essa máxima está ultrapassada e o poder das mulheres está dando impulsionando o mercado de criação de games e aplicativos. A empresa afirma estar incentivando a autonomia das meninas na programação. Atualmente, a escola conta com dez alunas (31% do total de matriculados), sendo seis delas crianças.
A startup é voltada ao ensino de programação para pessoas de todas as idades. O ensino é baseado em linguagem nativa e módulos específicos para quem nunca programou até especialização em games e apps, o que é um trunfo da empresa para auxiliar principalmente as crianças.
Guto Ramos, que fundou a empresa junto com Felipe Paiva e Omar Pavel, destaca as mudanças da nova geração com as tecnologias. “Estamos lidando com uma geração que aprende tudo no computador, de diversão a pesquisas escolares. Impedir que essas crianças interajam com a tecnologia é privá-las de um conhecimento que vai ser muito importante para o futuro”, enfatiza.
Incentivar as meninas a entrarem nesse mercado é um dos objetivos da startup. “Acreditamos que o número de mulheres na programação está em constante crescimento. Muitas mães já enxergam a importância da área para o futuro, enquanto algumas alunas mais velhas sentem a necessidade de programar para se adaptar ou tomar decisões importantes nas empresas em que trabalham”, diz Ramos.
Gabriela Marques, de 27 anos de idade, buscou a escola para auxiliar no seu empreendimento de “foodbike” e o primeiro passo foi construir um site. “Eu não queria ficar ‘na mão’ dos programadores, queria ter a flexibilidade de mudá-lo constantemente, sem ter que gastar muito com isso. Então, resolvi fazer o site sozinha”, explica. “Acho que não podemos ficar alienadas nesse assunto. Programação é algo que utilizaremos cada dia mais”, completa. Assim como outros alunos, o objetivo dela não é necessariamente ser uma programadora, mas, sim, entender a lógica e ter uma certa autonomia por causa disso.
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