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VTEX aposta no ecossistema para concretizar visão de ‘connected commerce’

Na expectativa de reunir quase 30 mil pessoas nos próximos dois dias, a especialista em e-commerce VTEX começou nessa terça (12) em São Paulo, capital, seu VTEX Day. O evento, retomado presencialmente após um gap que vem desde 2019, quando foi realizada a última edição, tem como maior objetivo “reunir o ecossistema” de parceiros e clientes para trocar conhecimento e, claro, fazer negócios.

“O VTEX Day é a concretização em dois dias de uma visão de tecnologia imposta por um ecossistema que a gente forjou”, resumiu durante coletiva de imprensa Rafael Forte, presidente da empresa no Brasil. “Em dois dias a gente une esse ecossistema. Mostrando o que os clientes fizeram que deu certo e o que deu errado também. Isso é importante porque quem vem assistir [o evento] quer saber o que pode fazer no dia seguinte.”

Também é o primeiro evento da VTEX desde a oferta pública de ações (IPO) iniciada em julho do ano passado na Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE). Desde então, os papéis da empresa, que chegaram a ser negociados por US$ 32 no começo de agosto, tem ficado estáveis em torno dos US$ 6. Mas, segundo os executivos, não é o valor das ações que mais importa.

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“Confiar em uma companhia brasileira vai contra as probabilidades, porque o mundo do software é controlado por empresas da Alemanha e dos EUA”, disse aos jornalistas Mariano Gomide, cofundador e co-CEO global da VTEX. Parte do caminho para a obtenção dessa credibilidade foi o IPO, ressalta o executivo.

“Se você é uma empresa aberta na NYSE, a primeira de software da América Latina, o mercado te olha diferente. Você está sob a curadoria de um berço de investidores. A razão do IPO foi basicamente posicionar a VTEX ao mundo em um dos maiores palcos que existem em termos de comunicação”, explicou Gomide.

Cofundadores da VTEX durante coletiva de imprensa. Da esquerda para a direita: Geraldo Thomaz, Rafael Fortes e Mariano Gomide. Foto: Marcelo Gimenes Vieira

Atualmente a VTEX tem clientes ativos em 38 países e 3.200 lojas, incluindo na Ásia, na Europa e nas Américas do Norte e Latina. Entre os clientes estão grandes corporações, como Whirlpool, Samsung, Coca Cola e Amazon, entre outras. São 1.700 empregados distribuídos em 18 países.

“Esperamos crescer em 2022 algo em torno de 30%. E a gente acredita que a VTEX pode, com o conhecimento de mercado obtido na América Latina, transbordar isso”, ressalta o cofundador. “Vemos espaço [para crescer] nos EUA, na Europa… Abrimos um escritório em Singapura. Os controladores [originais pré-IPO] ainda tem 35% da companhia, o que é raro no mercado. Isso mostra que estamos aqui para o longo prazo.”

Aposta no produto

Segundo Geraldo Thomaz, também cofundador e co-CEO da VTEX, o grande mérito da empresa é o trabalho de longo prazo e colaborativo em torno da IO, a plataforma de e-commerce da empresa baseada em low-code. “A gente torna muito simples para a maior empresa do mundo contratar o maior talento, onde quer que ele esteja”, diz o executivo – os talentos, no caso, são os parceiros e soluções integrados à IO.

Segundo ele, o ecossistema é atualmente formado por 500 integradores, 150 soluções de pagamento e 80 de logística, entre outras. Há integrações com grandes gateways, como redes sociais (Facebook), provedores de nuvem e meios de pagamento de diferentes países (e por isso bastante regionais, que seguem regras próprias de cada mercado).

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Nesse ecossistema estão provedores de tecnologia, e-commerces, marketplaces e startups de toda sorte, principalmente fintechs.

Segundo ele, com o crescimento do comércio eletrônico, principalmente após a pandemia, a América Latina se tornou referência em comércio digital. “Isso pode mudar a região de forma sustentável”, diz. O objetivo, ressalta, é alcançar uma fase do varejo, em que a experiência de compra seja completa e relacione todos os produtos relacionados ao “core business” das marcas.

“Fazer isso, essa conexão de todo mundo do varejo para uma experiência fluida de todos os consumidores de todas as marcas, é uma tarefa insana. Principalmente se a plataforma tem a ambição de ser global”, ressalta. “Não temos condição de fazer isso sozinhos. A gente se alimenta de um ecossistema a que estamos unidos há 12 anos.”

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