Nas últimas semanas, o assunto mais comentado no mundo da tecnologia era o caso Apple, que recebeu ação judicial para desbloquear o iPhone usado pelo atirador de San Bernardino, nos Estados Unidos. A empresa negou-se a ajudar e o governo conseguiu, alguns dias depois, finalizar a ação com a ajuda da empresa israelense Cellebrite.
Contudo, registros em sete tribunais dos Estados Unidos mostram que o Google também teria sido alvo de solicitações semelhantes para desbloquear celulares equipados com o sistema operacional Android. A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) localizou 63 casos que o governo usou mandados judiciais enviados a empresas de tecnologia, a maioria à Apple e alguns deles ao Google.
Em um dos casos da gigante de buscas, em 2015, a empresa teve de colaborar com uma investigação sobre tráfico de droga na Califórnia. Os promotores enviaram um mandado judicial obrigando o Google a fornecer assistência para obtenção dos dados de um celular da Alcatel e outro da Kyocera.
Ao Wall Street Journal, o Google disse que examinou intimações e mandados judiciais para garantir que cumprem a lei. “No entanto, nunca recebemos uma ordem com base na Lei 1.798. Se isso ocorrer, vamos nos opor veementemente ao mandado”, disse a fonte.
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