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Transformação orientada a dados: o pulo do gato está na metodologia

Com o atual ambiente de negócios global em constante mudança, a pressão sobre as organizações para tomarem decisões precisas e corretas é intensa e crescente. A capacidade de identificar desafios e oportunidades e de se adaptar a essa nova realidade é uma vantagem competitiva mas, sobretudo, um requisito para a sobrevivência. Essa é a razão pela qual transformar as organizações em “Data Driven Company” ou ainda “Cognitive Company” alcançou o topo das agendas corporativas.

Sabemos que, diante da pressão do mercado, atrelado a inúmeras soluções de tecnologia de captura, armazenamento e processamento dos dados, as empresas se encontram em diferentes níveis de maturidade na utilização efetiva dos dados.

Assim, empregar uma transformação em toda a empresa, com a ambição de reformular de uma só vez a estratégia, a organização, a análise e a tecnologia pode ser um caminho pouco eficaz. Na verdade , para efetivamente alcançar a transformação da empresa será preciso desenvolver a cultura de orientação a dados e ter uma metodologia que torne essa nova perspectiva possível.

Uma abordagem pragmática focada em levar a empresa a se tornar orientada a dados, conhecida como ‘DUDE’ ( do inglês data-driven transformation, understand, design & execute), tem trazido resultados satisfatórios. A abordagem desta metodologia está estruturada em três fases.

A primeira fase, do diagnóstico, consiste em avaliar o estado atual e definir a visão da estratégia de dados, permitindo que a organização alcance um entendimento claro de seu nível de adequação orientado a dados. É a etapa na qual se avalia o estágio de maturidade da empresa em estratégia, organização, análise e tecnologia. Essa fase, permitirá que a empresa tenha uma visão precisa de oportunidades e lacunas críticas para alcançar a visão e os objetivos de dados desejados.

O design, etapa seguinte, se refere à identificação e organização de oportunidades de negócios que podem agregar valor à empresa, comprovando a utilidade do uso dos dados para melhorar as operações, reduzir custos, fornecer mais informações para a tomada de decisões, transformar a experiência do cliente e reduzir o tempo de resposta

Finalmente, na execução, etapa final , se dará o desenvolvimento de casos de uso, a comprovação do valor dos dados . A fase de execução exige a melhoria contínua para o desenvolvimento de uma cultura baseada em dados, assim como da capacidade de conduzir autonomamente as rotinas de implementação e monitoramento. Para ter sucesso na fase de execução, as empresas devem cuidar de quatro pilares: governança de dados, execução de casos de uso, arquitetura e ferramentas BDAA e implementação de modelo operacional.

A escolha de uma metodologia, pode fazer toda a diferença para que uma empresa alcance a transformação orientada a dados. Os benefícios potenciais de uma transformação de negócios orientada a dados têm chamado a atenção de empresas de diversos setores, mas, como qualquer outra grande mudança, os desafios podem ser substanciais e exigir experiência prática, liderança e comprometimento.

*Flavio Menezes é líder da Bip Brasil

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