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Transformação digital é um movimento e não um conceito

Em cinco anos, cerca de 40% das atuais empresas líderes de mercado em
todos os segmentos terão desaparecido em função da chamada
transformação digital. Por que? Porque hoje 75% delas ainda não se
alinharam a esta tendência galopante e não definiram uma estratégia
digital para seus negócios.

Não sou eu que estou dizendo. O dado é embasado em um estudo global
promovido pelo Centro Global para a Transformação Digital dos Negócios,
mantido pelo suíço Institute of Management Development (IMD) e pela
norte-americana Cisco.

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A falada transformação digital é uma realidade e não há mais tempo
para se preparar para ela: é preciso adaptar-se a ela, nadar na maré em
curso. Competitividade é sinônimo de sobrevivência em tempos como os da
atual instabilidade econômica, e para ser competitivo é preciso aumentar
produtividade, reduzir custo e gerar valor para o cliente.

A fórmula não tem nada de mágica: chegar a estes resultados pode ser
bastante difícil, especialmente em meio a um cenário de crise, mas a
tecnologia pode ser o agente facilitador mais acertado.

Primeiramente, o que causa ruptura nos negócios? Muitas vezes, a
desconexão deles com eles mesmos. Uma empresa estratificada é uma
empresa que não conversa, e a falta de ligação entre setores pode ser um
problema bem grave, resultante em falta de padrão e assertividade nos
processos, ausência de controle pela gestão e, na ponta, a inevitável
consequência da perda de qualidade na entrega ao cliente.

Interligação, conexão, são palavras de ordens para negócios que
quiserem se manter competitivos no cenário atual. A informação precisa
circular e chegar às pessoas certas – todas elas. Tecnologias que
permitam a interconexão da empresa são a chave para isso.

A boa notícia é que elas são abundantes. Soluções de Unified
Communications permitem interconectar departamentos, filiais, canais,
todo um universo com a economia que a telefonia comum não proporcionará.
Dispositivos e aplicativos móveis permitem conexão e operação a partir
de qualquer lugar, a qualquer tempo, além de trazerem a possibilidade do
BYOD e CYOD, que podem melhorar a agilidade das comunicações e do
trabalho dentro e fora do ambiente de trabalho, tudo com o bônus da
segurança e controle garantidos por soluções de gerenciamento destes
gadgets, como o MDM (Mobile Device Management).

Optar por uma ou por todas estas tecnologias é um passo certeiro em
direção à meta da competitividade. Ser mobile ou contar com comunicações
unificadas para falar mais ágil e economicamente com unidades de
negócio é ser mais presente, ser mais presente é ser mais produtivo, ser
mais produtivo é ser mais competitivo.

A computação em nuvem oferece outras boas alternativas. Melhorar a
infraestrutura de TIC, ter espaço e desempenho suficiente para hospedar
sistemas, e-mail, rodando perfeitamente, sem o ônus do alto investimento
que a construção ou expansão de um data center próprio demanda é ouro
em tempos como estes. Uma estratégia de cloud computing bem estruturada
encorpa os negócios, trazendo mais performance, agilidade e conexão com
economia e facilidade de controle da estrutura e de suas sempre
possíveis evoluções.

Sem esquecer, é claro, da segurança. Tão importante quanto aderir às
tecnologias que garantem transformação digital é investir em proteger
toda a estrutura. A oferta de soluções para proteção e controle de dados
corporativos é volumosa, cabe a cada empresa avaliar um fornecedor que
consiga entender sua exata demanda e desenhar um ambiente de segurança
compatível – já que contratar mais ou menos recursos do que o necessário
significa não precaução ou economia, mas aumento de custo e risco.

Outro conceito bastante falado atualmente que merece atenção é a IoT,
a Internet das Coisas. Pode parecer uma tendência distante da realidade
das empresas, mas é notável seu avanço galopante, com cada vez mais
fabricantes da indústria de TI lançando dispositivos e aplicações nesta
linha, o que indica que bem mais cedo do que tarde ela estará permeando
os ambientes corporativos tão normalmente quanto necessariamente.

Isto porque a IoT garante conectividade, ampliação da visibilidade e
controle – questões que, como afirmado e reafirmado acima, compõem
irremediavelmente o ambiente da transformação digital.

Uniffied Communications, mobilidade, cloud computing, IoT, permeados
por soluções de gerenciamento e segurança, participam da construção de
um ambiente de pessoas e negócios, colaboradores e clientes,
necessidades e ofertas, empresa e mercado mais próximos, mais
conectados.

A transformação digital é isso: um movimento e não um conceito, uma
realidade mais do que uma tendência em estudo. Trata-se de olhar para o
negócio de forma mais holística e buscar estruturas que tragam
organicidade às operações. É inovação, e está em curso. Não há mais
tempo para se preparar, já está aqui. Surfar na onda ou deixar-se
arrastar – correndo o risco de afogar-se, neste segundo caso – é a única
escolha em aberto.

 


(*) Luciano Schilling é diretor comercial da NGXit

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Published by
cristina.deluca
11 anos ago

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