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Todos os caminhos levam ao ESG: como preparar o terreno?

Foto: Shutterstock

Dentro do contexto de iniciativas voltadas para o posicionamento de empresas e organizações, o conceito de ESG (Ambiental, social e corporativo, em tradução livre) representa um compromisso firmado a nível global, a fim de atender necessidades que vão além da prestação de serviços ou comercialização de produtos. Aqui, o objetivo maior é construir uma cultura organizacional com um DNA firmado em princípios básicos de sustentabilidade, responsabilidade social e conformidade para a governança como um todo.

O assunto é bastante amplo, isso é fato. Também não se pode debater o tema sem considerar aspectos e circunstâncias que são naturais à realidade de cada companhia, o que expõe a importância de uma visão próxima e humana, especialmente sobre a participação das pessoas nesse processo – as maiores protagonistas para que esse novo mindset seja disseminado internamente.

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Mudanças, usualmente, exigem tempo de adaptação. Podem oferecer focos de resistência, obstáculos, entre outros entraves que não devem se transformar em impeditivos para ações necessárias. Se por um lado o ESG é uma finalidade a ser perseguida, tão importante quanto colocá-la em prática é ter a certeza de que o terreno cultural está preparado para explorar suas contribuições, sem entradas forçadas ou medidas pouco aderentes.

Um viés disruptivo para a gestão de pessoas

O que é ser disruptivo? Quando o assunto é transformação digital, utilizando como referência a consolidação de soluções inovadoras, esse é um termo empregado com certa frequência. Não por acaso, afinal, traz consigo a relevância de se manter em um estado de volubilidade, isto é, capaz de se modificar de acordo com demandas momentâneas. Sem dúvidas, essa mentalidade se estende à governança em sua totalidade, e precisa, ainda, partir de lideranças que encabeçam setores inseridos no universo proposto pelo ESG.

Como introduzir políticas relacionadas à sustentabilidade, reimaginando hábitos e métodos operacionais, sem que todos se encontrem em um modus operandi de mudança? Ou seja, abertos e propícios a deixarem um lugar comum, uma zona de conforto, em prol de alternativas que, além de beneficiarem o negócio, servirão de estímulo para o crescimento individual e coletivo. A conscientização é a espinha dorsal de ações que provoquem efeitos positivos a curto, médio e longo prazo.

ESG aponta para um futuro que já começou

Não seria nenhum exagero afirmar que o ESG começa pela governança e seu nível de maturidade enraizado entre os colaboradores. Afinal, é simplesmente inconcebível esperar que transformações sejam implementadas se o próprio gerenciamento não enxerga o capital humano com a devida complexidade. Por tanto, respondendo à pergunta que intitula o artigo, entendo que a aderência e o sucesso por trás de movimentações do tipo estão diretamente ligados às condições culturais apresentadas.

Após um diagnóstico abrangente, que levante pontos de aprimoramento, reformule a participação das equipes responsáveis e aponte, de forma realista, como e onde a organização pode iniciar sua jornada de ESG, o espaço para avançar com exigências impostas pela sociedade ficará muito mais cristalino. O resultado será uma empresa verdadeiramente preparada para atender a pautas sociais, ambientais e corporativas, sem exceções.

*Pedro Augusto Bueno, diretor executivo de Gente e Gestão na Comm

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Redação
Tags: ESGfuturoGestão de Pessoas
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