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TIM Brasil: nuvem reduz custo de propriedade da TI em 30%

Quando a TIM Brasil tomou a decisão de migrar toda sua infraestrutura para a nuvem, em 2020, o momento não poderia ser mais complexo. Além do mundo estar nos estágios iniciais da pandemia da Covid-19, a companhia passava pelo desafio da integração de ativos comprados da Oi Móvel e se preparava para a chegada do 5G, com todas as oportunidades e obrigações que a nova geração traria às operadoras.

O plano era ambicioso: com a ida para a nuvem, a companhia desejava se tornar a primeira operadora de telecomunicações do Brasil a fazer a migração completa de seus datacenters para a nuvem. E, apesar do trabalho duro, Leonardo Capdeville, CTIO da TIM Brasil, comemora o feito.

“Quando nós olhamos os resultados, após esses três anos, foi algo fantástico”, disse o executivo em uma conversa com Safra Catz, CEO da Oracle, durante o evento global Oracle CloudWorld, que acontece nesta semana em Las Vegas.

Leia também: Larry Ellison, da Oracle: “nuvens não devem ser jardins murados

Segundo o executivo, a migração total da companhia para a nuvem trouxe uma redução de 30% no custo total de propriedade (TCO) da infraestrutura de TI da companhia. “Quando começamos a nos mover para a nuvem, nós esperávamos alguns benefícios. No final, atingimos algo muito além do que esperávamos”, pontuou.

A companhia também conquistou uma melhoria de 50% no tempo de resposta do seu CRM, ganhando também performance nos sistemas de pagamento e em SAP. “Foi fantástico”, celebrou. “Foi bom que tivemos esse tipo de coragem naquela época.”

O processo, no entanto, não foi sem seus desafios. De acordo com Capdeville, por ter sido a primeira a fazer a migração completa, a TIM teve que “aprender tudo sozinha”. A companhia contou com a parceria de provedores, mas envolveu stakeholders de áreas como cibersegurança, compliance e jurídico para garantir que os riscos fossem avaliados e mitigados.

Capdeville destacou ainda a mudança de mentalidade que foi necessária promover dentro do time de TI – um “ponto chave” para o sucesso da migração, na sua avaliação.

“O que dissemos foi ‘ok, pessoal, sabemos que agora estamos operando nosso próprio datacenter, mas seguiremos em frente e gerenciaremos nosso ecossistema na nuvem’. Com isso, imaginem todas as oportunidades que teríamos. Então acho que foi isso que moveu a equipe para esse novo tipo de habilidade”, contou.

*O repórter está em Las Vegas a convite da Oracle.

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