O TikTok anunciou a demissão de centenas de funcionários em sua operação global. A mudança faz parte de uma estratégia mais ampla para aumentar o uso de inteligência artificial (IA) na moderação de conteúdo, em um momento em que a empresa busca automatizar grande parte do processo. Mais de 700 empregos foram cortados na Malásia, segundo fontes ouvidas pela Reuters, no entanto, o TikTok afirmou que menos de 500 pessoas foram afetadas no país.
A notícia surge em meio a um aumento da pressão regulatória sobre as grandes empresas de tecnologia na Malásia. O governo local solicitou que as plataformas de redes sociais, como o TikTok, obtenham uma licença de operação até janeiro, como parte de um esforço para combater crimes cibernéticos.
Nos últimos meses, a Malásia também relatou um aumento considerável no número de conteúdos prejudiciais em redes sociais e solicitou que as plataformas intensifiquem a vigilância sobre o material compartilhado por seus usuários. O TikTok, assim como outras empresas de tecnologia, foi instado a reforçar suas práticas de monitoramento.
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“Estamos fazendo essas mudanças como parte dos nossos esforços contínuos para fortalecer ainda mais nosso modelo operacional global de moderação de conteúdo”, declarou um porta-voz do TikTok em um comunicado à imprensa.
As demissões atingiram, principalmente, funcionários responsáveis pela moderação de conteúdo e foram divulgadas primeiramente pelo portal de negócios The Malaysian Reserve na quinta-feira (10). O TikTok comunicou as dispensas por e-mail, informando os funcionários na noite de quarta-feira, segundo confirmação de fontes da Reuters que pediram anonimato.
A ByteDance, controladora do TikTok, emprega atualmente mais de 110 mil pessoas em mais de 200 cidades ao redor do mundo. Segundo uma das fontes, a empresa ainda planeja novas demissões no próximo mês.
Além de reduzir o quadro de funcionários, o TikTok planeja aumentar o uso de tecnologias automatizadas. Atualmente, 80% do conteúdo que viola as diretrizes da plataforma já é removido por IA. De acordo com o porta-voz, a empresa espera investir US$ 2 bilhões em iniciativas de confiança e segurança ao longo de 2024, com o objetivo de melhorar a eficiência e reduzir a necessidade de intervenção humana na moderação.
*Com informações da Reuters
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