Ronan Franklin, principal executivo da Telecomunicações Paulista, explica que o mercado focado pela empresa surgiu em 1993, com a criação do programa Ruralcel, na época administrado pela Telesp Celular. O programa tinha como objetivo aproveitar a infra-estrutura celular para levar serviços de telefonia fixa para pequenos e médios proprietários rurais, cujas propriedades não são atendidas pela rede tradicional. “A linha chega à propriedade rural via celular. Então, um equipamento a converte em uma linha fixa tradicional, até com tom de discagem”, explica Franklin, contando que o preço da tarifa do serviço, oferecido atualmente pela Telefônica, é cerca de 15% superior ao das ligações fixas tradicionais.
O executivo explica que a oportunidade observada pela Telecomunicações Paulista foi o fato de, até o final de 2003, esse serviço ser totalmente baseado em tecnologia analógica – enquanto as redes celulares já evoluíram para a era digital desde 1999. “No início de 2004, desenvolvemos para a Telefônica o projeto de digitalização do serviço”, conta. Alguns meses depois, decidiram entrar no mercado de equipamentos. “Percebemos a carência do segmento por equipamentos digitais. Então firmamos uma parceria com a Westech, empresa asiática especilizada nesse tipo de equipamento.”
Com apenas um concorrente nesse mercado tão específico, a Telecomunicações Paulista pretende vender cerca de 5 mil equipamentos em 2005. Número que deve dobrar em 2006. “A Telefônica está pressionando os usuários para fazerem a migração, mas essa não é uma tarefa fácil”, pondera Franklin. “Um prognóstico otmista diria que em 2 anos toda a rede analógica do Estado de São Paulo estará digitalizada.” De acordo com o executivo, a meta da empresa é conquistar 70% do mercado paulista.
Mas os planos não páram por aí. Franklin conta que a companhia já está conversando com as operadoras das outras regiões do país – onde a planta é ainda totalmente analógica – sobre os planos de migração. “Nossa intenção é expandir nossa atuação e aproveitar o potencial desse segmento em todo o país”, finaliza.
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