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Tecnologias verdes têm “efeito multiplicador” no combate às mudanças climáticas

O uso estratégico de tecnologias verdes, como gêmeos digitais, inteligência artificial e analytics, está redefinindo os limites da eficiência energética e da responsabilidade ambiental. Essas inovações não apenas reduzem as emissões de carbono, mas também geram impactos positivos no mercado, promovendo novas oportunidades de crescimento sustentável. De acordo com o Fórum Econômico Mundial (WEF), os incentivos governamentais e as parcerias entre empresas têm sido pilares essenciais nesse processo de transformação energética global.

Leis e regulamentações têm sido promulgadas para incentivar e apoiar investimentos em tecnologia verde. Em todo o mundo, governos têm direcionado investimentos significativos para alcançar as metas de transição energética, com um total de US$ 1,34 trilhão alocados desde 2020, segundo dados da Agência Internacional de Energia.

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De acordo com informações do WEF, na Europa, o Plano REPowerEU levou à economia de 20% do consumo de energia do bloco, com 39% da eletricidade proveniente de fontes renováveis. Nos Estados Unidos, o US Inflation Reduction Act resultou em investimentos de mais de US$ 270 bilhões em projetos de energia limpa, prevendo uma redução de 50-52% nas emissões abaixo dos níveis de 2005 até 2030. A Ásia-Pacífico, por sua vez, foi a região que atraiu o maior volume de novos investimentos em energia renovável global em 2022, representando US$ 356 bilhões do valor total de US$ 532 bilhões no setor.

Além disso, estudos apurados pelo WEF apontam que as tecnologias verdes têm um “efeito multiplicador”. Por exemplo, uma análise preliminar da empresa de pesquisa e análise Rhodium Group, aponta que “para cada tonelada de CO2 reduzida nos EUA, são reduzidas mais 2,4-2,9 toneladas de emissões fora dos EUA”.

Tecnologias verdes na iniciativa privada

Empresas como a norte-americana Dominion Energy, têm adotado insights digitais para impulsionar a sustentabilidade em sua cadeia de valor. Ao coletar e compartilhar dados de suas diversas unidades de geração de energia, como nuclear, gás, eólica e solar, por meio de uma plataforma digital centralizada, a empresa permite que clientes residenciais e comerciais acessem em tempo real métricas de consumo energético para monitorar sua pegada ambiental. Esse movimento resultou em um aumento de 50% na rapidez para disponibilizar informações ambientais essenciais no mercado, abrindo novas fontes de receita para a empresa.

Na Europa, a Aker Carbon Capture está utilizando a engenharia baseada em nuvem para aprimorar a colaboração entre suas equipes, prevendo um incremento de 20% na eficiência operacional. Enquanto isso, no Reino Unido, a Brilliant Planet está explorando o potencial das soluções de engenharia digital para viabilizar o uso de fazendas de algas como um possível meio de capturar emissões de carbono.

Já na China, a empresa norueguesa Yinson, especializada em design de navios, alcançou a conclusão de complexos navios seis semanas antes do previsto ao empregar técnicas de engenharia e design digital que reduzem conflitos e a necessidade de retrabalho, destacando avanços significativos na eficiência de produção.

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