Notícias

Para Alice, TI é essencial para gestão inteligente da saúde

Lançada em 2020 com a promessa de resolver gaps no atendimento de planos de saúde, a Alice se apresenta como uma gestora de saúde que, além de oferecer hospitais e consultas, acompanha a saúde de seus clientes de maneira personalizada. Nativa digital, a tecnologia permeia tudo o que é feito na empresa, diz em entrevista ao IT Forum, Ricardo Oliveira, CTO da Alice.

“A tecnologia está em toda a nossa concepção, já que somos uma empresa que nasceu com a tecnologia moldando o jeito em que trabalhamos. Desde a entrada de novos membros até o cuidado são pautados pelo uso de tecnologia”, diz.

O mercado de planos de saúde, apesar de ter muitas oportunidades, ainda tem muitos problemas com custo. O cuidado no Brasil e no mundo é bastante caro por diversas razões. Uma delas, explica Ricardo, é o uso descontrolado e descoordenado da rede de saúde.

Leia também: Digitalização do setor de saúde aumenta no Brasil, porém LGPD engatinha

“As pessoas fazem muitos exames repetidos, que não tem pertinência clara, não existe um controle sobre o porquê uma pessoa deveria fazer uma investigação. Não há uma gestão da saúde das pessoas. Isso faz com que tenha muito desperdício na rede dos provedores de saúde conectados a um plano de saúde”, reforça o CTO.

Nesse sentido, a tecnologia é primordial para a construção de um modelo de negócios que consiga fazer a gestão muito benfeita ao mesmo tempo em que há um controle mais refinado das decisões de cada custo.

Tamanho e objetivos

Atualmente, a Alice tem mais de 11 mil membros. Em termos de comparação, em dezembro de 2021 eram aproximadamente 6 mil. Além disso, já teve três Series de investimento que somam cerca de US$ 175 milhões.

“Nós temos alguns pilares importantes dentro do uso de tecnologia. O primeiro deles é usá-la para garantir que o membro tenha uma relação direta com a equipe de saúde digital com consultas e trocas de mensagens. Há, também, a coordenação de cuidado. Para conseguirmos fazer a gestão centralizada, precisamos ter um profundo conhecimento de saúde e histórico das pessoas. Precisamos ter a capacidade de integrar dados e ter uma visualização do histórico de uma maneira muito completa”, exemplifica Ricardo.

O terceiro pilar é a capacitação para fazer um modelo de saúde baseado em valor e não em procedimentos. Quando um membro vai ao hospital, por exemplo, a Alice discute o modelo de negociação. Ao invés cobrar a agulha e anestesia, a empresa busca pagar pelo tratamento como um todo.

Ainda que haja pontos positivos, o uso de Inteligência Artificial (IA) para processamento de dados ainda é visto com desconfiança entre os brasileiros. Sobre isso, Ricardo afirma que as informações ajudam a propor o melhor tratamento possível para seus membros e, por isso, buscam a transparência em termos de uso, explicando porque os dados são necessários.

“A gente é muito vigilante, pois entendemos que esse é um valor demandado pela sociedade e acreditamos muito nisso. Nós temos times focados em garantir que os dados estejam protegidos e as construções do nosso software também são feitas visando a privacidade”, frisa o especialista.

Os softwares da Alice são, inclusive, construídos dentro de casa. De acordo com Ricardo, desde a fundação da companhia foi entendido que ter as plataformas para o negócio só seria possível se o time de tecnologia fosse interno. Hoje, são entre 140 e 150 colaboradores entre produto, design, engenharia e dados.

Recent Posts

Movida lança agente de IA no WhatsApp em parceria com a Meta e aposta em nova experiência de locação

A plataforma de locação de automóveis Movida lançou um agente de inteligência artificial integrado ao…

13 horas ago

Oracle nomeia Marcelle Paiva como nova VP de vendas, Data&AI Hub na América Latina

A Oracle anunciou Marcelle Paiva como nova vice-presidente de vendas, Go-to-Market (GTM) e ecossistema para…

14 horas ago

Mercado de IPOs de tecnologia ganha força com avanço da IA

O mercado de ofertas públicas iniciais voltou a ganhar tração em 2026, impulsionado principalmente pelo…

15 horas ago

Oracle adiciona US$ 85 bilhões em contratos de IA e encerra trimestre com carteira recorde de US$ 638 bilhões

A Oracle encerrou o quarto trimestre e o ano fiscal de 2026 com resultados recordes,…

15 horas ago

Disputa entre Anthropic e OpenAI expõe divergências sobre o futuro da inteligência artificial

A disputa entre Anthropic e OpenAI ganhou novos contornos e se tornou um dos principais…

15 horas ago

Marketing B2B precisa se reorganizar para atender compradores mais autônomos, diz Forrester

As áreas de marketing B2B precisam rever sua estrutura operacional para acompanhar a transformação do…

16 horas ago