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Supercomputador Pégaso, da Petrobras, entra em operação

A multinacional francesa Atos anunciou nessa segunda (19) a entrega e a entrada em operação do Pégaso, maior supercomputador (HPC) da Petrobras. É a sétima máquina do tipo que a empresa implementa com a estatal, que será usada para exploração de novas jazidas de óleo e gás no litoral brasileiro.

O Pégaso é o maior supercomputador da América Latina e 33º do mundo, segundo ranking do site especializado TOP500. Segundo a Atos, o Pégaso é também o mais ecoeficiente do continente, e o segundo da indústria petrolífera mundial.

A máquina fica instalada no município de Vargem Grande (RJ), e tem 678 terabytes de memória RAM e rede de 400 gbps, com capacidade de processamento matemático próxima aos supercomputadores Atlas e Dragão juntos, ambos também fornecidos pela Atos.

Leia também: Petrobras aprimora exploração de petróleo com gêmeos digitais e IA

O computador foi projeto para lidar com grandes volumes de dados, e permite processamento geofísico com tecnologia de ponta, gerando imagens de melhor qualidade do fundo do oceano. Com ele a Petrobras pode reduzir riscos, aumentar chances de descobertas e otimizar a produtividade dos campos de petróleo.

Segundo Luis Casuscelli, diretor de Big Data & Security da Atos para a América do Sul, o projeto foi um desafio na medida em que reúne “mais de 30 toneladas de equipamentos transportados em 32 caminhões”. Somado ao Dragão, Atlas e Fênix, o Pégaso irá ampliar a capacidade de processamento da Petrobras para 63 PetaFLOPS.

Processamento gráfico

O Pégaso começou a ser montado em julho deste ano e entrou em operação há alguns dias. Sozinho opera com 21 PetaFLOPS – medida para a capacidade de cálculos por segundo na ordem dos quatrilhões -, capacidade equivalente a 150 mil computadores ou 6 milhões de celulares. Para concluir o projeto, a Atos contou com a parceria de Nvidia, Mellanox e Supermicro, entre outras, responsáveis por ajudar na construção do supercomputador fornecendo tecnologia e componentes, entre outros elementos.

“Fazer parte de um projeto com mais de 2.000 GPUs NVIDIA A100 é uma grande honra para nós. Ainda mais destinado a uma finalidade tão importante não só para a empresa, mas para o País”, diz em comunicado Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da Nvidia para a América Latina.

São exatamente 2.016 GPUs da Nvidia de modelo A100, cada uma com 80GB de memória.

Não é a primeira vez que a Nvidia firma parceria com a petrolífera. Em 2021, a empresa forneceu 2.000 GPUs para o supercomputador Dragão.

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