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Startups brasileiras ainda engatinham na igualdade de gênero

De forma geral, 2018 foi um bom ano para as startups brasileiras. Neste ano, tivemos startups como Nubank e 99 superando o valor de mercado de US$ 1 bilhão, e novas empresas de base digital surgiram. Segundo levantamento da ABStartups, atualmente há 10.200 startups no Brasil, um aumento de 20% em relação ao ano passado.

Entretanto, há ainda conquistas a serem feitas. A desigualdade de gênero entre homens e mulheres ainda é grande no ecossistema de empreendedorismo. O programa de aceleração do BrazilLAB, dedicado a aproximar startups do governo, recebeu neste ano 265 inscritos, um número maior do que o do ano passado, quando o BrazilLAB teve 252. Mas registrou um baixo número de empreendedoras inscritas: apenas 60 mulheres (22%) aderiram ao programa de aceleração frente a 205 homens (78%).

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Por outro lado, existem avanços que vêm contribuindo para reduzir essa disparidade: considerando as 33 empresas selecionadas, 33% são mulheres empreendedoras liderando as startups. “Fico muito animada ao ver tantas mulheres levando suas startups a uma posição de destaque. Inclusive, uma publicação do BCG de junho deste ano conta que empresas fundadas por mulheres geram receitas mais altas – mais do que o dobro por dólar investido – do que aquelas criadas por homens”, ressaltou Cristina Gonçalves, Diretora de Inovação e Parcerias do BrazilLAB.

O programa criado pelo BrazilLAB visa apoiar os empreendedores no desenvolvimento e adaptação de suas soluções para o modelo B2G, ou seja, Business to Government. Como premiação, os projetos selecionados entre os inscritos receberão apoio na implementação da solução criada – e, dependendo da colocação, parceria com governos parceiros (prefeituras, estados ou governo federal), investimento mandatório de R$ 50 mil a R$ 200 mil (em troca de 2% a 8% de equity) e uma viagem (missão de trabalho) para o primeiro colocado que será divulgado em 2019 pelo BrazilLAB.

Os desafios para as empresas, este ano, focaram nas áreas de Saúde, Gestão de Pessoas, Meio Ambiente, Inclusão Social, Educação Empreendedora e Segurança & Cybersecurity. Dentro dos temas, surgiram soluções como a GESUAS, plataforma para gestão integrada do sistema único de assistência social, a Egalité, uma ferramenta para recrutar, avaliar e preparar pessoas com deficiência para o mercado de trabalho e a Mundo 4D, sistema de ensino de tecnologia que inclui materiais do aluno e do professor, robôs e ativos educacionais para que a escola consiga aplicar os cursos por conta própria.

Para Nathalia Doné, Agente de Aceleração do BrazilLAB, os desafios mais complexos valorizaram o programa. “Mesmo em áreas amplas, como Saúde e Educação, focamos em resolver dores específicas do setor público”, diz.

Em relação ao ano passado, o BrazilLAB também notou que cresceu o número de empresas já com faturamento estabelecido (31% das inscritas em 2018) – ou seja, startups em estágio mais maduro do que aquelas que estão na “fase da ideia” (25%) ou do MVP (Minimum Viable Product, 44%). Segundo Nathalia, esse aumento também deve ser celebrado porque mostra que “mais empresas com produtos e serviços testados e aprovados demonstraram interesse em gerar impacto trabalhando com o poder público”.

De janeiro a março de 2019, as 33 startups escolhidas receberão mentoria e apoio para desenvolvimento e validação de modelo de negócio, além de entrarem em contato com gestores públicos, investidores e startups que já atuam no setor.
Ao final do processo, as selecionadas vão apresentar um “pitch” para uma banca de investidores e especialistas que elegerá, então, os melhores projetos.

O BrazilLAB já acelerou 26 startups desde a primeira edição do programa. Entre os projetos que passaram pela aceleração estão o CUCO Health, aplicativo que atua como “enfermeira digital” e vem ajudando a reduzir filas nas Unidades Básicas de Saúde de Juiz de Fora (MG), e a MobiEduca.me, plataforma de combate à infrequência escolar que reduziu a evasão em 75% em escolas do Piauí.

 

 

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Redação
Tags: gênerostartup
7 anos ago

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