A rede de inovação aberta Liga Ventures lançou essa semana um estudo – o Ecossistema 2023 – sobre a evolução do ecossistema de startups no Brasil ao longo de 2023. No período foram realizados 317 “deals”, que movimentaram R$ 8,8 bilhões. Respetivamente, foram 20% e 53,44% de queda com relação a 2022, sacramentando um ano relativamente ruim para o ecossistema local.
O terceiro trimestre se destaca como o intervalo com maior quantia em aportes (R$ 3,54 bilhões), enquanto o segundo registrou o de menor (R$ 1,6 bilhão). Os M&As no período também caíram: foram 64, quase 10% menos do que em 2022.
As verticais com mais startups ativas foi o de fintechs (827), seguido das agtechs (811), healthtechs (543), foodtechs (475) e retailtechs (420). Em relação ao total de startups fundadas entre 2020 e 2023, em primeiro lugar temos as agtechs (15%), seguidas pelas fintechs (14%), healthtechs (9%), foodtechs (6%), e beautytechs (5%).
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“Os dados apresentados pelo levantamento dialogam com o que observamos nos noticiários ao longo de 2023: o ecossistema de tecnologia enfrentou alguns desafios, que resultaram em um período de investimentos mais contidos”, diz Guilherme Massa, cofundador da Liga Ventures. “Porém, a partir do segundo semestre já houve um aumento nos aportes, que devem se intensificar ainda mais em 2024.”
O executivo acredita que a redução da taxa de juros fará os investidores olharem para ativos de maior retorno e risco, como o de venture.
O estudo traz também os estados com maior distribuição de startups ativas. No primeiro lugar está São Paulo (49%), seguido de Minas Gerais (9%), Santa Catarina (9%), Paraná (8%), Rio de Janeiro (6%), Rio Grande do Sul (6%), Espírito Santo (3%), Pernambuco (2%), Distrito Federal (1%), e Goiás (1%).
No que se refere à maturidade das startups, 42% são emergentes, 26% estão estáveis, 19% são nascentes e 13% delas disruptoras. Com relação às tecnologias mais utilizadas, a inteligência artificial se destaca sendo aplicada por aproximadamente 14% das startups, sendo que os setores que mais a utilizam são agtechs (22%), healthtechs (17%), retailtechs (12%), fintechs (10%) e martechs (8%).
No público-alvo, o estudo mostra que 56% das startups têm como foco o mercado B2B, 26% o mercado B2C, e 18% outros mercados.
O estudo considera dados do Startup Scanner, plataforma da Liga Ventures que identifica e acompanha dados de startups do Brasil e América Latina para que grandes empresas, pesquisadores e empreendedores possam entender as movimentações do mercado e encontrar oportunidades de negócios.
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