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SoftBank quer ser protagonista da IA: estratégia bilionária inclui Arm e parceria com OpenAI

O SoftBank, liderado por seu fundador Masayoshi Son, está direcionando sua estratégia para tornar-se um dos protagonistas da corrida global pela inteligência artificial (IA). A movimentação inclui grandes aquisições e investimentos, com destaque para o controle majoritário da projetista de chips Arm e aportes bilionários na OpenAI.

Segundo ex-executivos e registros de declarações públicas, e de acordo com informações da CNBC, Son vem cultivando há mais de uma década uma visão de que a IA transformará profundamente a economia e a sociedade. Essa crença orienta a nova fase de crescimento do conglomerado, que já se notabilizou por apostas de alto risco e alto retorno em tecnologia.

Leia também: “Transformação ainda é pequena diante do que teremos”, projeta Marcos Pupo, da Palo Alto Networks

Portfólio estratégico

O maior trunfo do SoftBank nesse movimento é a Arm, empresa britânica que projeta arquiteturas de chips usadas em bilhões de dispositivos. Com a demanda por processamento especializado em IA em franca expansão, a Arm se posiciona como peça-chave para o ecossistema tecnológico global.

Além disso, o grupo investiu bilhões de dólares na OpenAI, reforçando sua presença no setor de modelos de linguagem e aplicações avançadas de IA generativa. O objetivo declarado é participar ativamente do desenvolvimento de tecnologias que poderão definir a próxima era da computação.

Son, conhecido por discursos ambiciosos e por traçar metas de longo alcance, tem comparado a atual fase da IA ao início da revolução da internet, sugerindo que o impacto será ainda maior. O fundador do SoftBank tem buscado não apenas retornos financeiros, mas também influência estratégica no desenho do futuro digital.

Apesar do entusiasmo, analistas apontam que a nova aposta carrega riscos semelhantes aos enfrentados em outras iniciativas ousadas do SoftBank, como o Vision Fund, que enfrentou perdas expressivas em startups de tecnologia. O sucesso dependerá de uma execução precisa, da evolução regulatória e da capacidade de transformar investimentos em produtos e serviços amplamente adotados.

Ainda assim, para Son, a equação é clara: quem liderar o desenvolvimento e a aplicação de IA terá vantagem competitiva duradoura nos próximos anos.

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