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Smart Building: o futuro da construção civil

O Relatório Mundial das Cidades de 2022, publicado pela ONU-Habitat, aponta que a população urbana mundial deve atingir 68% até 2050. Isso significa que haverá um aumento significativo na construção de prédios, na poluição e no consumo de recursos naturais, entre outras questões. Assim como há uma a demanda dos consumidores por ambientes mais confortáveis, seguros e sustentáveis.

Diante desse cenário, é urgente que as empresas adotem medidas para reduzir o impacto ambiental de instalações e edifícios, alcançando vantagens operacionais como produtividade, diminuição de custos e outras vantagens.

Para isso, a sustentabilidade nas construções precisa estar presentes antes mesmo do desenho de novos projetos. O primeiro passo é entender como criar esses empreendimentos, do processo de obras ao consumo de recursos pelos ocupantes. Já existem ferramentas digitais para desenvolver e planejar a obra, com melhor controle e prevenção de desperdícios de materiais, além da antecipação de problemas que podem reduzir o grande volume de recursos e perdas.

Leia também: Inteligência artificial: me ajude a te ajudar

Esse modelo de construção que visa minimizar o impacto ambiental e aumentar a eficiência na utilização de energia, água e outros recursos pelos usuários em geral do prédio foi batizado de smart building e surgiu na década de 80 nos EUA.

Mesmo que esse não seja um conceito novo, a tecnologia evoluiu, permitindo que a eficiência energética , híbrida e que outros ganhos aumentem também. Como exemplo, está a integração de soluções avançadas como a Internet das Coisas (IoT) e a Inteligência Artificial (IA). Essas ferramentas possibilitam a criação de sistemas mais inteligentes e eficientes, que podem se ajustar às demandas dos usuários em tempo real e maximizar a utilização dos recursos disponíveis.

Os edifícios inteligentes têm o potencial de revolucionar a forma como se pensa a construção civil e o uso de edifícios. Além de economizar energia e reduzir a dependência da rede elétrica, eles podem melhorar a qualidade de vida dos usuários, fornecendo um ambiente mais confortável e seguro. A tecnologia permite que os edifícios sejam monitorados e controlados remotamente, proporcionando maior eficiência operacional e reduzindo os custos de manutenção. Além disso, também são mais flexíveis, podendo se adaptar rapidamente às necessidades dos usuários e das mudanças no ambiente.

Portanto, os edifícios inteligentes, com suas tecnologias avançadas e foco na sustentabilidade, já devem ser a nova realidade do setor da construção civil.

*Júlio Martins é vice-presidente de Power Products, Power Systems e Digital Energy da Schneider Electric Brasil

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