Serverless: um caminho sem volta no desenvolvimento de apps

Tendência ajuda equipes de TI a ficarem focadas no domínio de seus problemas, aponta especialista e programador

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12:12 pm - 23 de outubro de 2018

A nova tendência de arquitetura de software chamada “serverless” é considerada um caminho sem volta para o mercado de desenvolvimento de aplicações. Especialmente para as empresas que querem deixar suas equipes de TI focadas no domínio do problema – especialidade.

Esta é a opinião de Thiago Machado, desenvolvedor e diretor de tecnologia da startup BuscaOnibus, uma plataforma de metasearch de informações do mercado rodoviário que começou a ser desenvolvida no modelo serverless ainda no final da década passada.

“Para manter sua aplicação no ar, uma equipe de TI deve manter itens como servidores, máquinas virtuais, consumo de CPU, memória, rede, uso de banco de dados e cache, segurança no tráfego, escalabilidade de toda a estrutura, além de monitoramento/log. Mas configurar servidores, cuidar de uso de memória, latência de rede, uso de disco para que tudo isso gire junto não faz (ou não deveria fazer) parte das preocupações de uma empresa pequena, ou até mesmo de porte maior. Então aí entramos com algumas novidades do mundo Serverless, como o “Backend as a Service” (BaaS) e “Functions as a Service (FaaS)”, destaca Thiago.

No “Backend as a Service” (BaaS), comenta o CTO, a empresa paga por hora de uso e não pela criação de máquinas preparadas para suportar seu tráfego ou picos – que muitas vezes podem passar a maior parte do tempo ocioso gerando custos desnecessários. Já o “Functions as a Service” (FaaS), são considerados fundamentais na hora de colocar os chamados cron jobs para executar.

“Além de poupar tempo para cuidarmos diretamente do nosso negócio, estas pequenas mágicas ajudam a nos dedicar no trabalho em equipe, na organização quanto a backlog e gerenciamento interno, por exemplo. E, também, cuidar de um item muito importante: a qualidade da informação que fornecemos aos nossos usuários”, ressalta o CTO.

Basicamente com todas essas funcionalidades, “conseguimos manter um site com cerca de 4 milhões de acessos mensais com uma equipe bem reduzida e focando grande parte do nosso trabalho no nosso domínio do problema ao invés da infraestrutura. Com o crescimento das ferramentas que funcionam de forma Serverless, nossa vida de equipe extremamente pequena vem ficando cada vez melhor”, comenta o executivo.

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