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Senhas sozinhas não oferecem proteção suficiente

Senhas sozinhas não oferecem proteção suficiente

 

Pesquisa da WatchGuard revelou que 50% das senhas do LinkedIn de militares e funcionários do governo norte-americano eram fracas o suficiente para serem quebradas em menos de dois dias. Essa descoberta, junto com o aparecimento do malware Mimikatz, que rouba credenciais, como uma das principais ameaças e a popularidade dos ataques de login de força bruta contra aplicações web, expõe a realidade de que as senhas sozinhas não conseguem oferecer proteção suficiente, e enfatiza a necessidade de soluções de autenticação multifator (MFA) em todas as organizações.

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“A autenticação é o pilar da segurança, e nós observamos muitas evidências da sua importância crítica nas tendências comuns de senhas – e ameaças focadas em credenciais ao longo do segundo trimestre de 2018”, diz Corey Nachreiner, chief technology officer da WatchGuard Technologies. Segundo ele, fica claro, portanto, que os criminosos cibernéticos estão focados em hackear senhas para facilitar o acesso a redes restritas e dados confidenciais.

De acordo com o levantamento, as senhas mais comuns usadas pelos entrevistados no LinkedIn incluem “123456,” “password,” “linkedin,” “sunshine,” e “111111.” Por outro lado, a equipe descobriu que pouco mais de 50% das senhas civis eram fracas. Essas descobertas ilustram ainda mais a necessidade de senhas mais fortes para todos e um padrão mais alto de segurança entre funcionários públicos que lidam com informações potencialmente confidenciais.

Mimikatz:  malware mais predominante

Representando 27.2% das dez principais variantes de malware listadas no último trimestre, o Mimikatz é um ladrão de senha e credencial bem conhecido que tem sido popular nos últimos trimestres, mas que nunca esteve entre as principais ameaças.

Esse aumento no domínio do Mimikatz sugere que ataques de autenticação e roubo de credenciais ainda são grandes prioridades para os criminosos cibernéticos – outro indicador de que as senhas sozinhas já não servem mais como controle de segurança e devem ser reforçadas com serviços de MFA que dificultam a vida dos hackers.

Maioria dos ataques acontece pela web

Um total de 76% das ameaças do segundo trimestre foram baseadas na web, sugerindo que as organizações precisam de um mecanismo de inspeção HTTP e HTTPS para evitar a grande maioria dos ataques. Classificado como o quarto ataque web mais predominante em particular, o “WEB Brute Force Login -1.1021” permite que invasores executem um enorme número de tentativas de login contra aplicativos da Web, aproveitando uma série infinita de combinações aleatórias para quebrar senhas de usuários em um curto período. Esse ataque, em particular, é outro exemplo do foco elevado dos criminosos virtuais no roubo de credencial.

Mineradores de criptomoeda

Como previsto, os mineradores maliciosos continuam a crescer em popularidade como uma tática de hacking, aparecendo pela primeira vez na lista dos top 10 malware no segundo trimestre. No último trimestre, a WatchGuard nomeou o seu primeiro minerador de criptomoeda, Cryptominer.AY, que corresponde a um minerador de criptomoeda de JavaScript chamado “Coinhive”, e usa os recursos de computação de suas vítimas para explorar a popular criptomoeda com foco na privacidade, a Monero (XRM). Os dados mostram que as vítimas nos Estados Unidos foram o principal alvo geográfico, recebendo aproximadamente 75% do volume total dos ataques.

Criminosos cibernéticos e documentos maliciosos do Office

Os criminosos continuam a explorar vulnerabilidades antigas no popular produto da Microsoft. Curiosamente, três novos exploits de malware do Office entraram para o top 10 da WatchGuard, e 75% desses ataques tinham como objetivo vítimas na região da EMEA, com um foco pesado em usuários na Alemanha especificamente.

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Redação
Tags: ataquesmalware
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