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Segurança digital: quando é a hora de olhar para fora do muro?

Vejo que hoje as empresas lutam continuamente para se defender de ataques e incidentes relacionados à segurança da informação. O entendimento de que uma ameaça pode se concretizar a qualquer momento felizmente tem ficado mais claro para o mundo dos negócios e aberto oportunidades no segmento. Porém, sinto que ainda não há um consenso no momento de olhar para fora do muro, ou seja, optar pela terceirização do serviço.
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De acordo com um estudo do Gartner, o mercado mundial de terceirização de segurança chegará a US$ 24,5 bilhões em 2017. Pela minha experiência, posso dizer que os benefícios do outsourcing têm influência nessas previsões, mas poderiam aumentá-las se o mercado estivesse com um olhar mais maduro, principalmente no Brasil. Se considerarmos um escopo básico como o gerenciamento de cinco dispositivos de segurança para uma organização com 1.000 computadores em rede e acesso à internet centralizado, isso custaria cerca de R$ 150 mil se o projeto fosse tocado internamente. Se o serviço estiver fora de casa, o valor chega a R$ 65 mil, considerando equipe, gestão, instalações, hardware e software.
Apesar dos números serem atrativos, eles não bastam para algumas companhias. Então, sugiro pensarmos na gestão estratégica dos negócios e na produtividade. Com a grande diversidade de ameaças atualmente, gerenciar a própria segurança exige recursos necessários para proteger sistemas online em modalidade 24 horas por dia, 7 dias por semana, e práticas avançadas, que exigem pessoal altamente qualificado. Isto é um desafio para as empresas, principalmente àquelas que contam com orçamentos reduzidos para TI. Além disso, implementar e gerenciar soluções de segurança pode desviar recursos de tecnologia de outras iniciativas críticas, incluindo a prevenção de um próximo ataque. Ao invés disso, as equipes são forçadas a adotar uma postura reativa, que desvia o foco do papel estratégico.
Para quem já definiu que o melhor é contar com um parceiro especializado, a etapa seguinte, de selecionar um provedor adequado que vai garantir um bom nível de serviço e retorno do investimento, também não é fácil. O caminho menos tortuoso é começar certificando-se que o provedor oferece um conjunto diversificado de serviços, capaz de manter os seus negócios protegidos antecipadamente das ameaças, seja qual for o seu desafio de segurança. Para atender aos requisitos de security da sua empresa, o parceiro deve ter, no mínimo, o mesmo nível de segurança que você tem e ainda oferecer diversos níveis de serviços, além de ter a capacidade de combiná-los.
O conhecimento atualizado das estratégias de ataque, ameaças na rede e vulnerabilidades, incluindo informações atualizadas em tempo real sobre ameaças emergentes e o combate à elas, também é imprescindível. Assim como a parceria de longos anos com outros clientes. O ideal é que você busque um fornecedor que tenha um relacionamento por vários anos com as empresas e avalie o trabalho já desenvolvido no mesmo setor de atuação da sua companhia, com necessidades de rede semelhantes às suas.
Assim que estiver seguro de que o parceiro está comprometido com a manutenção de uma inteligência global de segurança, assegure-se também que ele tenha uma tecnologia de retaguarda capaz de executar funções avançadas de análise, correlação, agregação, categorização e priorização. O entendimento profundo das regulamentações aplicáveis ao setor de atuação da sua empresa também é fundamental. Ter capacidade para gerenciar qualquer equipamento do seu negócio, evitam mudanças desnecessárias e custos adicionais com a implementação de novas tecnologias. Garanta, também, que o provedor tenha ampla experiência em infraestrutura, incluindo hardware, software e todos os aspectos dos data centers e da rede, especialmente no que se refere às melhores práticas de segurança.
Seja por meio de ataques de vírus, negação de serviço ou um acesso não autorizado a um website, se uma ameaça for bem-sucedida, pode impactar nas operações, processos e produtividade de toda a empresa, danificando a infraestrutura ou criando brechas de segurança capazes de prejudicar a reputação dos negócios. Por isso, a camada de proteção proativa proporciona vantagens competitivas que devem ser avaliadas e incluídas, o quanto antes, na cultura do mundo dos negócios. É uma forma de garantir que sua empresa continue operando mesmo que um malware sofisticado esteja se espalhando rapidamente pela internet. Mas atenção, não vale apenas olhar para o seu quintal. Em segurança, o recomendado é sempre que possível abrir a caixa e olhar para além do seu terreno. A troca de experiências e aprendizado é fundamental e reflete diretamente na prestação desse tipo de serviço. Por que não tentar?
* Diretor de operações da Arcon
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Published by
Redação
Tags: ArconSegurança da Informaçãoterceirização de SI
12 anos ago

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