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Reino Unido inicia investigação sobre ecossistemas móveis da Apple e do Google

O Reino Unido iniciou uma investigação nesta quinta-feira (23) sobre os sistemas operacionais, lojas de aplicativos e navegadores móveis da Apple e do Google. Essa é a segunda vez que o país utiliza seus novos poderes regulatórios para investigar grandes empresas de tecnologia.

De acordo com informações publicadas pela Reuters, a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) afirmou que analisará se a Apple e o Google possuem “status de mercado estratégico” em ecossistemas móveis e como isso afeta consumidores e negócios que desenvolvem conteúdos e serviços.

Sarah Cardell, CEO da CMA, destacou que ecossistemas móveis mais competitivos poderiam impulsionar a inovação e abrir oportunidades em serviços usados por milhões de pessoas, como lojas de aplicativos, navegadores e sistemas operacionais. “Mais concorrência também pode estimular o crescimento aqui no Reino Unido”, completou.

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Praticamente todos os smartphones vendidos no país operam com os sistemas iOS, da Apple, ou Android, do Google. Nessas plataformas, as lojas de aplicativos e navegadores dessas empresas possuem posições dominantes ou exclusivas.

A CMA observou que esse domínio permite que ambas tenham uma influência significativa sobre conteúdo, serviços e avanços tecnológicos.

O que dizem Apple e Google?

A Apple afirmou acreditar em mercados dinâmicos, onde a inovação prospere, destacando que seu ecossistema sustenta centenas de milhares de empregos no Reino Unido. “Enfrentamos concorrência em todos os segmentos e mercados onde atuamos, e nosso foco sempre está na confiança dos usuários”, disse a empresa em comunicado.

Oliver Bethell, diretor sênior de competição do Google, argumentou que o Android promove mais escolhas, reduz custos e democratiza o acesso a smartphones e aplicativos. “É o único exemplo bem-sucedido e viável de um sistema operacional móvel de código aberto”, afirmou.

A investigação também vai examinar a competição direta entre as duas empresas, se elas utilizam seus domínios para favorecer seus próprios aplicativos e serviços, e se impõem condições injustas a desenvolvedores.

Histórico

Esse é o segundo inquérito conduzido pela CMA utilizando seus novos poderes para analisar grandes empresas de tecnologia. A primeira investigação, anunciada no início do mês, foi voltada aos serviços de busca do Google. O prazo para conclusão dessa análise é 22 de outubro de 2025.

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