O ransomware, malware que restringe o acesso ao dispositivo infectado e cobra um valor de resgate para que o usuário volte a ter a gestão de suas informações, ganhou notoriedade em 2015 com uma série de casos em todo o mundo, incluindo o Brasil. Tantos ataques fizeram com que esse mercado gerasse receita global estimada de US$ 34 milhões para os cibercriminosos.
Relatório Anual de Segurança 2016 da Cisco aponta que o custo médio para resgate de informações é de US$ 300. “Assim, considerando que são mais de 317 mil casos de ransomware por dia, os hackers podem lucrar até US$ 34 milhões por ano com a prática”, calcula Ghassan Dreibi, gerente de Desenvolvimento de Negócios de Segurança da Cisco para América Latina.
Segundo ele, a melhor forma de evitar ter de pagar para os criminosos e resolver o sequestro é manter em dia o backup das informações. “Se o tamanho da cópia de segurança for muito grande, vá para a nuvem”, ensina, completando que é preciso adotar a estratégia adequada de proteção, não só nas bordas, mas em toda a empresa.
No último ano em encontro realizado pela IT Mídia, no IT Forum Expo, o advogado Adriano Mendes, especializado em direto digital e sócio do escritório Assis, aconselhou que a empresa precisa avaliar o risco da perda de dados caso tenha sido alvo do ransomware. De acordo com ele, se o valor pedido pelo cibercriminoso for baixo, às vezes é mais vantajoso pagar do que processar o criminoso e aguardar as investigações.
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