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Brasileiros esperam que empresas se esforcem mais para proteger dados

A grande maioria dos brasileiros (97,8%) espera que as empresas façam mais para proteger seus dados, revelou um estudo realizado pelo SAS. Na avaliação da pesquisa global, o crescente número de golpes nos últimos anos remodelou as expectativas dos indivíduos sobre as obrigações das empresas para protegê-los. A pesquisa “Faces of Fraud” ouviu 13.500 consumidores em 16 países, incluindo o Brasil.

Uma das conclusões do estudo aponta que os consumidores estariam dispostos até mesmo a sacrificar alguma conveniência se isso significasse mais segurança, com 86% dos brasileiros afirmando que concordariam com mais atrasos e verificações nas transações para melhor proteção contra fraudes. Vale destacar que no país, a maioria dos consumidores (80%) relata ter sofrido fraude pelo menos uma vez. Mais da metade (52,8%) indica ter sido vítima de fraude duas ou mais vezes.

As estratégias de fraude mais comuns relatadas pelos participantes foram tentativas de obter dados bancários ou pessoais. Os celulares e o e-mail surgiram como os canais de comunicação mais utilizados pelos fraudadores para fazer o contato inicial.

Em relação aos métodos preferidos antifraude, a pesquisa identificou que nove em cada 10 pessoas estão dispostas a usar meios biométricos como reconhecimento facial, geometria da mão, identificação da retina ou reconhecimento de voz para pagamentos e transações. Além disso, mais da metade (56,3%) prefere usar identificadores exclusivos, como biometria para autenticar no momento da transação, em vez de lembrar senhas fixas.

IA na detecção de fraudes e proteção de dados

O estudo aponta que a detecção de fraudes habilitada por Inteligência Artificial pode oferecer o melhor dos dois mundos nas operações digitais. Enquanto a tecnologia ajuda as organizações a encontrar mais fraudes mais cedo e muito mais rapidamente, a IA ainda melhora a eficiência e a precisão das estratégias de detecção e prevenção de fraudes em tempo real.

De acordo com o SAS, ao contrário das regras, que são fáceis para os fraudadores testarem e contornarem, a aplicação do aprendizado de máquina pode ajudar as organizações a identificar melhor as anomalias em tempo real e ficar à frente de ameaças em rápida evolução.

“O rápido aumento das ferramentas de IA generativa só tornará mais fácil para os fraudadores e as redes criminosas organizadas driblarem os métodos tradicionais de detecção de fraude. Empregar recursos de detecção de fraude em camadas que usam as mesmas tecnologias de advanced analytics pode ajudar as organizações a vencer os criminosos. Aqueles que atendem às expectativas de seus clientes podem transformar a prevenção de fraudes em um construtor de fidelidade e, em última análise, uma vantagem competitiva que os ajuda a automatizar e expandir seus negócios, ao mesmo tempo em que reduz as perdas por fraude”, ressalta Stu Bradley, vice-presidente sênior de inteligência de fraude e segurança do SAS.

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